EUA reiteram compromisso em ajudar sistema bancário

Agentes reguladores planejam começar a aplicar no dia 25 testes de estresse para bancos que queiram auxílio

Marcílio Souza, da Agência Estado,

23 de fevereiro de 2009 | 12h13

Depois de o Wall Street Journal publicar uma reportagem informando que o governo dos EUA poderá expandir para até 40% sua participação no Citigroup, agentes reguladores norte-americanos publicaram um comunicado conjunto para deixar claro que apoiam o sistema bancário do país e que estão prontos para ajudar empresas "de importância sistêmica."   Veja também: De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise   Além disso, os órgãos reguladores anunciaram que planejam começar a aplicar no dia 25 testes de estresse para os bancos que queiram ajuda do governo. Esses testes são uma parte fundamental do plano de estabilidade financeira do Departamento do Tesouro anunciado neste mês para melhorar a situação dos bancos. "O governo dos EUA apoia firmemente o sistema bancário durante este período de estresse financeiro para assegurar que os bancos conseguirão exercer sua função fundamental de fornecer crédito para as famílias e empresas", afirma o comunicado, assinado pelo Tesouro, Federal Deposit Insurance Corp. (FDIC), o departamento de controladoria da moeda, o departamento de supervisão econômica e o Federal Reserve. "O governo irá assegurar que os bancos tenham capital e liquidez que precisam para prover o crédito necessário para restaurar o crescimento econômico. Além disso, nós reiteramos nossa determinação de preservar a viabilidade das instituições financeiras importantes para o sistema, de forma que consigam cumprir suas obrigações", diz o comunicado. Por meio de seu Programa de Assistência de Capital, o Tesouro pretende avaliar as necessidades de capital de grandes bancos para decidir se certas empresas precisam procurar primeiro fontes privadas de recursos. Os reguladores disseram que se um teste de estresse indicar que uma ajuda adicional é necessária, as empresas terão a oportunidade de levantar capital privado. Se não, a ajuda de capital temporária será disponibilizada pelo governo, afirmaram. Os órgãos acrescentaram que as injeções de capital do Tesouro serão sob a forma de ações preferenciais conversíveis que serão transformadas em ordinárias apenas se isso for necessário para manter os bancos numa posição de boa capitalização.  

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