EUA revisam dados e veem economia crescer 1,9%

Primeira prévia do 1º trimestre era de alta de 1,8%, mesmo assim taxa é bem inferior aos 3,1% do 4º tri de 2010

Agências Internacionais, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2011 | 00h00

A economia dos Estados Unidos cresceu no primeiro trimestre deste ano o equivalente a uma taxa anualizada 1,9%, segundo dados revisados do Departamento de Comércio dos Estados Unidos divulgados ontem. O resultado anterior era de que o Produto Interno Bruto (PIB) do país tinha aumentado 1,8% em termos anualizados, entre janeiro e março deste ano.

Essa expansão, um pouco maior do que a calculada inicialmente, foi bem menor do que a registrada no quarto trimestre do ano passado, que apontava para um crescimento anualizado de 3,1% da economia americana. O resultado divulgado ontem também ficou abaixo da previsão dos economistas de mercado, que esperavam que o PIB do primeiro trimestre fosse revisado para 2%.

Para o segundo trimestre deste ano, as estimativas são de crescimento também fraco, enquanto os consumidores americanos continuarem gastando cautelosamente e as empresas mantiverem uma postura defensiva nas contratações de trabalhadores.

Os dados do primeiro trimestre mostram que os ganhos das empresas, antes do pagamento de impostos, aumentaram 7,8 %.

Também houve um déficit comercial menor no período em relação ao calculado anteriormente e os estoques aumentaram. Entre janeiro e março, os gastos do governo diminuíram de 4,2 % em relação ao inicialmente previsto. Foi a maior retração desde 1981 dos gastos do governo. Esse foi um dos fatores que reduziu o crescimento do PIB.

Já os gastos dos consumidores, que respondem por 70% do PIB, cresceram a uma taxa anualizada 2,2% no primeiro trimestre deste ano. No último trimestre do ano passado, o consumo das famílias americanas anualizado havia sido de 4%, a maior variação registrada desde o fim de 2006.

Semestre. O secretário do Tesouro do Estado Unidos, Timothy Geithner, disse ontem que o crescimento econômico do Estado Unidos no primeiro semestre deste ano provavelmente ficará ao redor de 2%, contrariando as previsões de muitos economistas que projetam um acréscimo no ritmo de atividade econômica entre 3% e 4%.

"A taxa de crescimento será menor porque tivemos a combinação de altos preços do petróleo, a catástrofe no Japão, condições climáticas ruins que prejudicaram a construção civil e uma redução nos gastos com defesa", afirmou o secretário.

Geithner acrescentou a essa lista de fatores as dificuldades enfrentadas pela economia europeia e o endurecimento na política de países nos quais o crescimento estava acelerado. "É muita desaceleração de uma vez só", disse.

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