EUA revisam PIB do 3º trimestre para 3,1%

Dado positivo veio após a terceira revisão do indicador; no ano, o crescimento deve ficar entre 1,7% e 1,8%

DENISE CHRISPIM MARIN , CORRESPONDENTE / WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

21 de dezembro de 2012 | 02h11

Em uma nova revisão positiva, o Departamento do Comércio dos Estados Unidos divulgou ontem a taxa de crescimento de 3,1% da economia no terceiro trimestre deste ano. A revisão anterior já havia aumentado o indicador de 2,0% para 2,7%. Para o ano, a expectativa do Federal Reserve, o banco central americano, é de expansão de 1,7% a 1,8% no Produto Interno Bruto (PIB).

O resultado mais satisfatório extraído na terceira revisão do PIB do terceiro trimestre deveu-se especialmente, segundo o Departamento de Comércio, ao aumento do consumo. Os gastos dos consumidores teriam crescido 1,6%, em vez de 1,4%, como constava na previsão anterior. As despesas federais subiram 9,5% no período e houve expansão de investimentos e redução nas importações, fatores que contam positivamente no cálculo.

O Departamento de Comércio reagiu sem entusiasmo à revisão. Em comunicado, ponderou que a nova estimativa do PIB não altera o panorama geral da economia para no terceiro trimestre, exceto no que se refere ao aumento do consumo e à queda nas importações.

"A aceleração do PIB real no terceiro trimestre refletiu a retomada dos investimentos privados e dos gastos do governo federal, o recuo das importações, o aumento dos gastos dos governos estaduais e municipais, a aceleração no investimento fixo em residências, que compensaram em parte a queda nos investimentos fixos não-residenciais e a desaceleração das exportações", informou o texto.

A economia americana cresceu 2%, no primeiro semestre, e 1,3%, no segundo. O último período poderá trazer os efeitos da passagem do furacão Sandy pela Costa Leste e da incerteza sobre a conclusão do acordo de ajuste nas contas públicas, até 31 de dezembro, para evitar o chamado abismo fiscal. Sem o acordo, cortes brutais nos gastos públicos começam a vigorar e benefícios fiscais serão extintos. Outro efeito a ser percebido, mas de forma positiva, é o das medidas monetárias adotadas pelo Federal Reserve para aplicar o volume de dinheiro em circulação. A maioria dos analistas prevê expansão de 1,5% no quarto trimestre.

Na semana passada, o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, afirmou que manterá a taxa de juros básica do país nos seus níveis mais baixos até que o desemprego esteja acima de 6,5%. Em novembro, alcançou 7,7%, e só deve chegar ao nível esperado pela autoridade monetária em 2015. A taxa básica de juros, nos EUA, está sendo mantida entre 0% e 0,25% desde dezembro de 2008.

Nos cálculos da Associação Nacional de Economia Empresarial (Nabe, na sigla em inglês), o PIB americano deve se expandir em 1,8% no primeiro trimestre de 2013.

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