EUA revisam PIB para baixo e Fed cogita mais estímulo

Economia dos EUA cresceu a uma taxa anualizada de 1,6% no segundo trimestre.

BBC Brasil, BBC

27 de agosto de 2010 | 15h22

Algumas horas depois de o governo dos Estados Unidos ter divulgado dados que apontam que o crescimento da economia americana no segundo trimestre foi menor que o anteriormente divulgado, o presidente do Federal Reserve (o Banco Central dos EUA), Ben Bernanke, afirmou que a recuperação do país está mais lenta do que o previsto.

Em um discurso durante um simpósio econômico na cidade de Jackson, Estado de Wyoming, Bernanke afirmou ainda que o Fed está preparado para lançar ajuda monetária adicional - inclusive medidas "pouco convencionais" - para estimular a recuperação da economia americana se necessário.

"Embora a demanda privada final, a produção e o emprego tenham de fato crescido por mais de um ano, o ritmo do crescimento recentemente aparenta ser menos vigoroso do que esperávamos", disse Bernanke.

De acordo com o Departamento de Comércio, o PIB (Produto Interno Bruto) americano cresceu a uma taxa anualizada de 1,6% no segundo trimestre deste ano, menos que a taxa de crescimento anteriormente divulgada, que era de 2,4%.

Nos Estados Unidos, diferentemente do Brasil, o avanço da economia é medido por uma taxa anualizada (que projeta qual seria a expansão em quatro trimestres consecutivos, caso o ritmo de crescimento se mantenha). Caso o cálculo fosse feito como no Brasil, desconsiderando a taxa anualizada, o crescimento do PIB americano no segundo trimestre em relação ao primeiro foi de 0,4%, de acordo com as novas estimativas.

Políticas não ortodoxas

Durante seu discurso nesta sexta-feira, Bernanke afirmou que as políticas "pouco convencionais" para estimular a economia contêm riscos e só seriam usadas "se as perspectivas se deteriorassem de maneira significativa".

"Apesar do fato de as taxas de juros estarem perto do zero, o Federal Reserve tem algumas ferramentas e estratégias para promover estímulo adicional", disse.

Entre estas medidas está a aquisição adicional de títulos de dívidas de longo prazo, que segundo ele, já tem sido adotada e ajudou a diminuir os custos de empréstimos.

Outras opções seriam reduzir a zero os juros pagos pelos bancos pelo excesso de reservas e um comprometimento com a manutenção de taxas baixas de juros por um período mais longo. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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