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EUA revisam previsão de déficit orçamentário para US$ 1,8 tri

Previsão do CBO lançou mais notícias negativas para Obama enquanto ele tenta obter apoio para orçamento

AE-Dow Jones,

20 de março de 2009 | 17h20

O Escritório de Orçamento do Congresso (CBO, na sigla em inglês) dos EUA rebaixou de forma significativa sua previsão para a posição fiscal do governo federal, lançando mais notícias negativas para o presidente Barack Obama enquanto ele tenta obter apoio para seu projeto de orçamento de US$ 3,55 trilhões para o ano fiscal 2010. O CBO disse que agora espera que o déficit orçamentário alcance US$ 1,8 trilhão no atual ano fiscal, que se encerra em setembro, de uma estimativa de US$ 1,2 trilhão feita há dois meses.

 

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Com relação ao ano fiscal 2010, o CBO disse que o déficit orçamentário do governo federal vai dobrar para US$ 1,4 trilhão, de US$ 700 bilhões que eram estimados em janeiro.

 

Quanto ao projeto de orçamento do presidente, o CBO disse que ele vai acrescentar US$ 4,8 trilhões para a linha de base do déficit previsto para ao longo da próxima década.

 

Com os republicanos e mesmo alguns democratas no Congresso já questionando os ambiciosos planos de gastos de Obama, a revisão do CBO pode dificultar a aprovação do projeto de orçamento no Congresso.

 

O único ponto positivo das previsões revisadas do CBO é a expectativas de que a recessão vai acabar no final do ano, em virtude do impacto do plano de estímulo econômico e esforços agressivos do Tesouro e do Federal Reserve para estabilizar os mercados financeiros.

 

O CBO prevê que o PIB dos EUA vai contrair 1,5% no ano fiscal 2009, antes de se recuperar de forma acentuada para um crescimento de 4,1% em 2010 e 2011.

 

A taxa de desemprego, que vem subindo de forma acentuada no último ano, vai atingir a máxima de 9,4% no final de 2009 ou início do próximo ano, disse o CBO. O órgão espera que a taxa permaneça acima de 7% até 2011. A taxa de desemprego está atualmente em 8,1%.

 

Perspectiva econômica

 

As novas desanimadoras previsões do Escritório do Orçamento do Congresso (CBO, na sigla em inglês) dos EUA refletem a recente deterioração na perspectiva econômica e fiscal, mas não vão impedir o presidente Barack Obama de executar suas ambiciosas metas orçamentárias, disse o diretor de orçamento da Casa Branca, Peter Orszag, em uma rápida entrevista momentos antes do CBO divulgar suas projeções revisadas.

 

O CBO agora projeta um déficit orçamentário federal de US$ 1,8 trilhão este ano e de US$ 1,4 trilhão no ano fiscal 2010, ambos bem acima das projeções anteriores e das estimativas da Casa Branca. O CBO projeta um déficit acumulado ao longo dos próximos 10 anos de US$ 9,3 trilhões, contra uma projeção de US$ 7 trilhões da Casa Branca.

 

Orszag relacionou diferenças entre a Casa Branca e o CBO nas suposições técnicas e econômicas das projeções. "Existe uma imensa quantidade de incertezas ao redor das projeções de déficits orçamentários", disse Orszag, apontando para mais ou menos US$ 900 bilhões de "distância segura" para a projeção de déficit fiscal do CBO para 2014. Ele disse que a projeção de crescimento de longo prazo do CBO é ligeiramente mais negativa do que a da Casa Banca.

 

Apesar das projeções sombrias, "continuamos confiantes de que os quatro princípios que o presidente (Obama) propôs para o orçamento - em particular, que se deve investir em cuidados com saúde, educação, energia limpa e reduzir o déficit pela metade ao final do seu primeiro mandato - serão todos executados quando as resoluções passarem pelos comitês na próxima semana", disse Orszag.

 

Questionado especificamente sobre os cuidados com saúde, Orszag disse que as previsões do CBO não terão um "impacto direto" sobre o desejo ou habilidade em alcançar uma revisão do setor este ano. Sobre se a Casa Branca usaria o processo de reconciliação para aprovar sua agenda no Congresso, Orszag disse que esta opção "não é onde queremos começar". Contudo, ele acrescentou que é muito cedo para tirar essa opção da mesa. As informações são da Dow Jones.

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