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EUA sinalizam flexibilização de subsídios à exportação

Nas reuniões de ontem da 5ª Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), os Estados Unidos sinalizaram com a possibilidade de flexibilização nos subsídios à exportação. A informação é do ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues. "Mas isso não nos surpreendeu. Já era esperado", afirmou. A movimentação dos países para melhorar as propostas de negociação não trouxe novidades. "Foram muito precárias", afirmou ele, em entrevista por telefone com jornalistas brasileiros.A surpresa para Rodrigues foi a posição assumida pelo Brasil na liderança nas negociações comerciais desta Conferência Ministerial em Cancún. "A expectativa era que a liderança fosse assumida pela Índia ou por um outro país", afirmou. O ministro avalia que "não há perspectiva de sacrifícios de outros setores ainda que a agricultura seja beneficiada nas negociações" da OMC. Numa avaliação dos dois primeiros dias da Conferência, ele estimou que as negociações começam a esquentar a partir de hoje. "Só amanhã de manhã teremos os primeiros desenhos. Ao contrário das negociações anteriores, poderemos ter um documento para agricultura antes do final da reunião, no domingo. Podemos ter uma antecipação do relatório da agricultura", afirmou.PressãoRodrigues afirmou que representantes do Zâmbia, Nigéria e Quênia mostraram interesse em aderir ao G-21, grupo de países em desenvolvimento liderado pelo Brasil. Além desses três países africanos, a Turquia tem interesse em integrar-se ao grupo. Mas o ministro lembrou que eles não se filiaram formalmente. "O importante é que, apesar das pressões, do cerco colocado pelos países desenvolvidos, o G-21 está absolutamente coeso, por enquanto. Ele afirmou que há muitos rumores em Cancún, no México, de que os países ricos estão pressionando nações pobres para abandonar o G-21. Os comentários são que o representante de Comércio americano, Robert Zoellick, reuniu-se ontem com autoridades da Costa Rica, Guatemala e de El Salvador para tentar convencê-los a abandonar o grupo. "O países que integram o Mercosul têm se reunido com freqüência e estão muito firmes com a posição do G-21. O Uruguai não está tão integrado com o grupo, pois tem visão mais próxima da defendida pelos Estados Unidos e União Européia", completou Rodrigues.

Agencia Estado,

12 de setembro de 2003 | 13h26

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