EUA: Sindicato apoia pacto com portos e impasse trabalhista pode acabar

O sindicato que representa os trabalhadores de portos da Costa Oeste dos EUA recomendou a aprovação da proposta de um novo contrato de trabalho de cinco anos para seus os membros nesta sexta-feira, abrindo o caminho para encerrar a disputa trabalhista que trava a cadeia de abastecimento norte-americana durante meses.

AE, Estadão Conteúdo

03 Abril 2015 | 20h45

Os 90 delegados da União Internacional Longshore e Warehouse passaram a semana revendo o acordo provisório alcançado com a Pacific Maritime Association, que representa os empregadores portuários, em 20 de fevereiro. Quase 80% dos delegados votou pela recomendação da proposta aos membros do sindicato.

Agora, o contrato será submetido à votação secreta dos 20 mil trabalhadores sindicalizados em 29 portos da Costa Oeste. O resultado da votação será divulgado em 22 de maio.

"Este é um endosso importante do acordo preliminar alcançado entre Pacific Maritime Association e União Internacional Longshore e Warehouse, e um passo fundamental na proteção da posição concorrencial dos portos da Costa Oeste", afirmou a entidade que representa os empregadores.

Desde novembro, o congestionamento nos portos da Costa Oeste aumentaram à medida que os operadores de guindaste diminuíram o ritmo de trabalho, reivindicando melhorias.

O impasse com os empregadores foi aliviado quando operadores de guindaste voltaram a trabalhar e as empresas se comprometeram a uma série de mudanças nos contratos de trabalho, após um acordo prévio assinado em 21 de fevereiro. Na manhã desta sexta-feira, 13 navios estavam ancorados à espera para ser descarregados na região.

O porto de Oakland - um dos mais importantes da Costa Oeste - afirmou esta semana que não há navios na fila para atracar, um sinal importante de que os longos meses de filas podem ter acabado.

Profissionais especialistas em logística portuária alertaram, no entanto, que pode levar de três a seis meses para a cadeia de abastecimento voltar à normalidade. Durante a greve, autopeças e roupas chegaram a faltar em algumas regiões dos EUA. Fonte: Dow Jones Newswires.

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