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EUA têm 416 bancos em dificuldade, diz agência

Agência federal americana que protege mais de US$ 4,5 trilhões em depósitos bancários está com apenas US$ 10,4 bilhões em reservas

DOW JONES NEWSWIRES, WASHINGTON, O Estadao de S.Paulo

28 de agosto de 2009 | 00h00

Os recursos da agência federal que protege mais de US$ 4,5 trilhões em depósitos bancários nos EUA - a Federal Deposit Insurance Corp (FDIC) - caíram para apenas US$ 10,4 bilhões no fim de junho, num momento em que o setor bancário continua a lutar com o aumento da inadimplência e os reguladores se preparam para enfrentar as dificuldades de "limpar" a desordem no setor. O nível dos fundos da FDIC, o mais baixo desde a crise das instituições de poupança no início dos anos 1990, torna praticamente certo que o governo terá de aplicar outra tarifa especial ao setor bancário para recapitalizar as reservas. As autoridades podem considerar obter um empréstimo de até US$ 100 bilhões do Departamento do Tesouro."A FDIC foi criada para épocas como estas", disse a presidente da FDIC, Sheila Bair. "Não importa quão desafiador seja o ambiente, a FDIC tem amplos recursos para proteger os depositantes, como temos feito nos últimos 75 anos", acrescentou. Os fundos para garantir os depósitos estavam em US$ 45,2 bilhões há um ano. A agência disse que tinha 416 bancos em sua lista "problemática" no fim do segundo trimestre, de 305 no fim de março. Os bancos nesta lista são os considerados com maior risco de colapso e enfrentam um escrutínio mais duro das autoridades reguladoras. A FDIC disse que os ativos totais dos bancos na lista somavam US$ 299,8 bilhões. A FDIC, em seu relatório do perfil bancário trimestral, disse que o setor apresentou um prejuízo líquido conjunto de US$ 3,7 bilhões no segundo trimestre, sobretudo porque os bancos aumentaram as despesas com empréstimos em atraso. Trata-se de uma reversão em relação ao primeiro trimestre, quando o setor bancário passou para um pequeno lucro, e mostra que os bancos ainda terão um longo caminho até resolver os problemas. A FDIC informou que os tomadores de crédito estão ficando inadimplentes em níveis recordes. O número de empréstimos com pelo menos 90 dias de atraso subiu pelo 13º trimestre consecutivo e o porcentual de crédito com atrasos de pelo 3 meses atingiu 4,35%."A deterioração na qualidade do crédito está tendo o maior impacto nos lucros do setor uma vez que as instituições asseguradas continuam destinando reservas para cobrir as perdas com crédito", disse Sheila. As áreas com mais problemas continuam sendo as de créditos ligados a imóveis, sugerindo que o mercado de moradias segue estressado, apesar de algumas recentes boas notícias. A FDIC informou que as hipotecas residenciais com atrasos de pelo menos 90 dias subiram 12,7% no trimestre, enquanto os créditos para construção e desenvolvimento com pelo menos três meses em atraso aumentaram 16,6%. Os bancos adicionaram US$ 16,8 bilhões às suas reservas para cobrir perdas com crédito no segundo trimestre, ao mesmo tempo em que declararam baixas contábeis de US$ 48,9 bilhões. A taxa líquida anualizada de baixas contábeis atingiu 2,55% no trimestre, superando o recorde anterior, à medida que os bancos abandonaram os créditos podres de cartão de crédito em ritmo recorde. Apesar de os bancos estarem carregando nas reservas para cobrir perdas, a deterioração dos créditos continua a superar a capacidade dos bancos de colocar recursos de lado. A FDIC disse que os bancos americanos tinham apenas 63,5% em reservas para cada dólar de crédito com atraso de pelo menos 90 dias, o nível mais baixo desde o terceiro trimestre de 1991.

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