EUA têm maior taxa de desemprego em 15 anos

Taxa subiu de 6,8% em novembro para 7,2% em dezembro, atingindo o nível mais alto desde janeiro de 1993

Nathália Ferreira , da Agência Estado

09 de janeiro de 2009 | 11h41

A taxa de desemprego nos EUA subiu de 6,8% em novembro para 7,2% em dezembro, atingindo o nível mais alto desde janeiro de 1993. A previsão média de analistas consultados pela Dow Jones era de aumento para 7,0%. O número de novembro foi revisado de uma estimativa inicial de 6,7%.  Muitos economistas acreditam que o desemprego, que era de 5% em abril, atingirá 8% nos próximos meses. A última ata do Fed, divulgada na terça-feira, mostrou que sua equipe de economistas espera que essa taxa suba "significativamente" até 2010.    Veja também:De olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise   A economia norte-americana perdeu 2,6 milhões de empregos em 2008, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Departamento de Trabalho, no maior corte de vagas desde 1945.  Segundo o Departamento, quase dois milhões de postos de trabalho foram eliminados apenas nos últimos quatro meses do ano, em um sinal de que a recessão se aprofundou conforme a crise financeira se intensificou.  O mercado cortou 524 mil vagas em dezembro, informou o departamento, praticamente em linha com o corte de 525 mil vagas esperado por economistas. O dado de novembro foi revisado de queda de 533 mil vagas para redução de 584 mil postos de trabalho, o que representa o maior declínio desde 1974. O salário médio por hora trabalhada aumentou US$ 0,05, 0,3%, para US$ 18,36. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o aumento é de 3,7%. O número de horas trabalhadas por semana, em média, caiu em 0,2 para 33,3 horas.   Setores O grupo que engloba o setor de serviços dos EUA foi o que mais eliminou vagas em dezembro, com corte de 273 mil empregos. Dentro do grupo, a maior parte das vagas eliminadas foi em serviços profissionais e negócios, com 113 mil postos de trabalho a menos.  O comércio varejista perdeu 66 mil postos de trabalho, refletindo a fraca temporada de compras de fim de ano. As empresas de lazer e hospitalidade eliminaram 22 mil empregos. O setor financeiro perdeu 14 mil vagas, enquanto o emprego temporário caiu em mais de 80 mil. Os poucos destaques positivos no grupo de serviços foram educação e saúde, com criação de 45 mil vagas, e o governo, que criou 7 mil postos de trabalho. O grupo das indústrias produtoras de bens foi responsável pelas outras 251 mil vagas eliminadas nos EUA em dezembro. Dentro do grupo, as empresas de manufaturas eliminaram 149 mil vagas, sendo que as fabricantes de veículos a motor e peças perderam 21 mil empregos.  O emprego em construção diminuiu em 101 mil. O setor já perdeu quase 900 mil vagas desde o pico, em setembro de 2006. As informações são da Dow Jones.

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