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EUA terão maior parte do investimento externo da Petrobras

Produção de gás natural da estatal no país vai subir mais de 1000% até 2020, de acordo com plano de negócios

Denise Luna e Rodrigo Viga Gaier, da Reuters,

05 de fevereiro de 2009 | 14h45

A produção de gás natural da Petrobras na Bolívia em 2020 deverá ser praticamente a mesma prevista para 2009, enquanto nos Estados Unidos subirá mais de 1.000%, prevê o detalhamento do plano de negócios da Petrobras 2009-2013 com perspectivas para 2020 obtido pela Reuters.  Segundo o plano, os Estados Unidos deverão garantir quase 20% do total de 630 mil barris diários de óleo equivalente previstos para serem produzidos em 2020, ou 120 mil barris diários. Este ano a produção nos EUA deverá ser de 7 mil boe/d, subindo para 20 mil boe/d em 2010 e ultrapassando os 100 mil boe/d em 2019.  Já na Bolívia, a produção em 2020 continuará em torno dos 45 mil boe/d, a mesma prevista para este ano, que atingirá o auge de 68 mil boe/d em 2014 e voltando a cair em seguida. Na Argentina a previsão é de que a produção caia pela metade até 2020, dos 152 mil atuais para 80 mil boe/d.  A área internacional vai investir US$ 16,8 bilhões entre 2009 e 2013 para obter essa produção, sendo os principais recursos destinados aos Estados Unidos (US$ 4,5 bilhões); Argentina (US$ 2,7 bilhões); Nigéria (US$ 2 bilhões); e Angola (US$ 920 milhões).  Novos negócios da empresa fora do País têm reservados US$ 3,7 bilhões, sem especificar onde serão aplicados. A Bolívia tem previsão de investimentos de US$ 300 milhões nos próximos cinco anos, enquanto o Peru vai receber US$ 805 milhões; o Chile cerca de US$ 600 milhões; e a Colômbia US$ 400 milhões no período.  Outros investimentos estão previstos para Turquia (300 milhões de dólares); Tanzânia (93 milhões de dólares); Portugal (84 milhões de dólares); entre outros menos relevantes. Cuba, por exemplo, tem previsão de receber 5 milhões de dólares nos próximos cinco anos.  De acordo com os dados, a produção da Petrobras na Turquia vai atingir 10 mil boe em 2020, começando em 2014 com 11 mil boe. Novos negócios, não especificados, vão garantir a entrada de 117 mil boe na operação externa da empresa.  A produção da companhia no exterior ficará no patamar dos 200 mil boe este ano e o próximo, subindo para mais de 300 mil a partir de 2011 e atingindo 584 mil boe em 2017 e 632 mil boe em 2020, segundo o plano da companhia.  Refinaria  Segundo o plano de negócios a carga total da companhia processada no exterior passará de 230 mil barris diários este ano para 470 mil b/d em 2013 e 480 mil b/d em 2020. A maior parte virá por meio de novos negócios não especificados pela companhia, que acrescentarão 264 mil b/d à produção externa a partir de 2013.  O Japão contribuirá com o refino de 75 mil b/d em 2013, contra 45 mil b/d este ano e com 90 mil b/d em 2020.

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