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EUA vão aderir a área de livre-comércio da Ásia-Pacífico

O governo dos Estados Unidos sinalizou hoje que vai resistir ao protecionismo conforme lida com a crise econômica ao anunciar que vai se unir a uma área de livre comércio com outras nações banhadas pelo Oceano Pacífico. O presidente norte-americano, Barack Obama, fez o anúncio durante um discurso em Tóquio, feito antes de partir para Cingapura. O representante de comércio dos EUA, Ron Kirk, confirmou a informação em uma conferência com empresários e líderes de governos da região Ásia-Pacífico. Os norte-americanos vão participar da Parceria Trans-Pacífico, se unindo ao Chile, Nova Zelândia, Cingapura e Brunei.

AE-AP, Agencia Estado

14 de novembro de 2009 | 11h06

Líderes reunidos no fórum anual da Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico (Apec, na sigla em inglês), em Cingapura, expressaram preocupação de que os EUA, a maior economia do mundo, pudesse se voltar para o mercado interno enquanto combate o alto índice de desemprego e outras prioridades domésticas.

A notícia foi muito bem recebida no fórum da Apec e estimulou propostas para criação de uma ampla área de livre-comércio entre os 21 membros do fórum. A Apec, que celebra seu 20º aniversário neste ano, foi criada para promover o comércio e a integração entre os países banhados pelo Pacífico. Seu escopo desde então foi ampliado para abranger uma série de questões, como mudança climática, energia, segurança alimentar e política.

Áreas de livre-comércio vão ajudar a criar empregos nos EUA, afirmou Ron Kirk. "Nós acreditamos que um acordo de comércio regional de alto padrão, sob a Parceria Trans-Pacífico, pode ajudar a levar de volta aos norte-americanos os empregos e a prosperidade econômica que são, na realidade, a promessa de uma sociedade de comércio global", disse.

Equilíbrio

O representante de comércio norte-americano pediu que os membros da Apec trabalhem próximos aos EUA para estimular uma recuperação de um modo equilibrado. "Isso significa que os EUA precisam consumir menos e produzir e exportar mais, enquanto muitos membros da Apec com superávits deveriam estudar seriamente a necessidade de aumentar seu consumo e suas importações", acrescentou.

Kirk também enfatizou a disposição dos EUA para expandir seus laços econômicos dentro da região Ásia-Pacífico e o papel importante que o país tem em ajudar a liderar os esforços globais na direção de um comércio livre. "Se trabalharmos juntos para superar essa crise, nós podemos levantar nossas economias e nossas populações", declarou Kirk.

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