Matt McKnight/Reuters
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EUA vão autorizar voos de teste com 737 MAX da Boeing, diz agência

Classificado como ‘defeituoso e perigoso’, avião está em terra desde 13 de março de 2019, depois de dois acidentes que tiraram a vida de 346 pessoas

Estadão

28 de junho de 2020 | 12h29

WASHINGTON - As autoridades reguladoras do setor aéreo dos Estados Unidos estão  prontas para iniciar os testes de voo para certificação com o 737 MAX da Boeing nesta segunda-feira, 29, de acordo com uma publicação neste domingo da agência de notícias Dow Jones Newswires. Com isso, a fabricante de aviões norte-americana espera retomar as operações com o modelo em torno do final deste ano.

Os testes de certificação, programados para serem realizados em conjunto com a Boeing e previstos para durar três dias, representam um marco para o aguardado retorno da frota do modelo MAX. Os aviões permanecem em solo há 15 meses, desde os dois acidentes que resultaram na morte de 346 pessoas e provocaram o maior golpe na reputação da fabricante de aviões em seus 103 anos de história.

Segundo o porta-voz da Boeing, a empresa "continua a trabalhar ativamente para o retorno do MAX com segurança".

Na última sexta-feira, ao final do dia, a Federal Aviation Administration (FAA, Administração Federal de Aviação) deu sinal verde para o início dos voos de teste a partir de amanhã, de acordo com uma pessoa familiarizada com as discussões.

Oficiais da FAA têm afirmado que não dariam início ao processo para certificação com voos de teste ou qualquer outra ação para recertificar o MAX até que todas as perguntas e preocupações da agência fossem respondidas satisfatoriamente. 

Avião perigoso

Em março deste ano, o Comitê de Transporte do Congresso dos Estados Unidos se referiu ao 737 Max como um avião “basicamente defeituoso e perigoso”, o que demonstraria a necessidade de reformar as leis e regulamentos relacionados com a certificação de aviões comerciais.  

“O fato de que vários erros de desenho técnico ou erros de certificação haviam sido considerados ‘ em conformidade’ pela FAA, ilustra uma necessidade crucial de reformas legislativas e regulatórias”, disse a conclusão do informe preliminar apresentado pelo comitê.

“Desenvolver um avião comercial que cumpra com as obrigações da FAA, mas que é basicamente defeituoso e perigoso, deixa uma evidência de um sistema de vigilância da aviação que necessita urgentemente de mudanças”, afirmou o comitê.

Acidentes

O avião símbolo do fabricante está em terra desde 13 de março de 2019, depois de dois acidentes que tiraram a vida de 346 pessoas. O sistema antibloqueio MCAS foi questionado e, atualmente, a Boeing está trabalhando em uma solução.

A gigante da aviação com sede em Seattle, nos Estados Unidos, teve que suspender as entregas e em janeiro decidiu parar a produção. A organização também substituiu seu diretor gerente. Esta é a crise mais grave nos 104 anos da famosa fabricante aeronáutica, que fez aflorar numerosos problemas. / COM DOW JONES NEWSWIRES

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