EUA vão criar programa para comprar ações, diz Paulson

Secretário do Tesouro diz ainda que o G-7 é 'forçado' a cooperar globalmente com a crise internacional

Ana Conceição,

10 de outubro de 2008 | 19h38

O secretário do Tesouro norte-americano, Henry Paulson , disse nesta sexta-feira, 10, que o país está criando um programa para comprar ações dos bancos. Em entrevista coletiva, ele disse que os países que compõem o G-7 são "forçados" a cooperar globalmente com a crise financeira internacional. Paulson afirmou também, em entrevista coletiva, que o plano do grupo sobre a crise é "agressivo" e coerente".  Veja também:Como o mundo reage à crise Confira as medidas já anunciadas pelo BC contra a criseEntenda a disparada do dólar e seus efeitosEspecialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira Veja como a crise econômica já afetou o Brasil   O G-7 divulgou um  plano com cinco pontos  para impedir que a crise fuja do controle. A estratégia inclui tomar todas as medidas necessárias para "apoiar instituições financeiras importantes ao sistema e impedir que elas quebrem."  O grupo também adotará medidas para "descongelar" os mercados monetário e de crédito, assegurar que as instituições financeiras tenham acesso a liquidez e que possam aumentar capital de fontes públicas e privadas. O plano também prevê os respectivos programas nacionais de seguro e garantia de depósitos sejam robustos e consistentes. O G-7 também considerou ser necessária uma avaliação precisa e transparente dos ativos, assim como a qualidade das regras contábeis, passos necessários para reativar os mercados secundários de hipotecas.  No comunicado, Paulson afirmou que o plano oferece uma "estrutura coerente" para regular ações coletivas e individuais e observou que os governos de outros países responderam à ameaça representada pela crise. Ele disse que a coordenação é necessária para assegurar que as ações de um país não prejudique outras nações.  "Estamos trabalhando para desenvolver um programa padronizado que seja aberto a uma ampla gama de instituições financeiras."   

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