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EUA vão injetar US$ 20 bilhões para salvar o Citigroup

Tesouro vai comprar ações do banco e garantir até US$ 306 bi em empréstimos e títulos de alto risco

Agências internacionais,

24 de novembro de 2008 | 06h30

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira, 24, um plano de resgate para o Citigroup, o segundo maior banco do país, depois que as ações do grupo despencaram mais de 60% na semana passada. O governo vai comprar US$ 20 bilhões em ações preferenciais do grupo, além de garantir até US$ 306 bilhões de empréstimos e títulos de alto risco da instituição financeira.   Veja também: Bolsas européias sobem com plano de ajuda ao Citigroup Todas as notícias sobre o Citigroup  De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise    Os US$  20 bilhões virão do programa de resgate de US$ 700 bilhões que o Congresso aprovou para ajudar o sistema financeiro. Em outubro, o grupo já havia recebido US$ 25 bilhões do pacote. Com os problemas se espalhando pelos bancos, os governos de todo o mundo têm intensificado seus esforços para conter a pior crise financeira em 80 anos.   O anúncio do pacote de resgate aconteceu após o acordo sobre garantias alcançado pelo Citigroup com o Departamento do Tesouro, o Federal Reserve (Fed) e a Corporação Federal de seguros sobre Depósitos (FDIC, agência de garantias de depósitos bancários).   Em um comunicado conjunto, as três entidades federais anunciaram que pretendem dar ao ex-número um das finanças "proteção contra eventuais perdas inusitadas sobre um pacote de ativos por cerca de 306 bilhões de dólares em créditos e seguros".   "Com estas medidas, o governo americano toma as medidas necessárias para fortalecer o sistema financeiro e proteger os contribuintes e a economia", anunciaram em comunicado. "Continuaremos a usar nossos recursos para preservar a força de nossas instituições bancárias e promover o conserto e a recuperação delas, para conter os ricos.     Plano   O Tesouro vai cobrar taxa mais elevada de juros pelo capital  do que impôs a dúzias de outros bancos que têm tomado empréstimos do governo dentro do pacote de auxílio de US$ 700 bilhões aprovado pelo Congresso no mês passado.Além dos recursos, o Citigroup contará com um arranjo extremamente incomum, no qual o governo aceita lastrear cerca de US$ 300 bilhões de seus ativos, incluídos letras hipotecárias, entre outros itens. O Citi deverá arcar com os primeiros US$ 37 bilhões a US$ 40 bilhões em perda com esses ativos. Se as perdas se estenderem acima deste patamar, o Tesouro vai assumir perdas de até mais US$ 5 bilhões. A partir daí , entra a Fdic, que bancará, se for o caso, perdas de até mais US$ 10 bilhões. Acima deste patamar, qualquer nova perda será honrada pelo Fed.O Citigroup também concordaria em trabalhar para modificar, se possível , hipotecas problemáticas, num total de US$ 300 bilhões, a partir de critérios estabelecidos pela Fdic, após a falência do IndyMac Bank.Não há expectativa de o governo norte-americano exigir qualquer mudança gerencial no Citi . A possibilidade era vista como potencialmente desestabilizadora.   (com Agência Estado)

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