André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Eunício Oliveira comemora e Rodrigo Maia lamenta demissão de Parente da Petrobrás

Executivo deixou o comando da estatal após ficar dois anos na presidência; nomeação de CEO interino será examinada pelo Conselho Administrativo

Igor Gadelha e Amanda Pupo, O Estado de S.Paulo

01 Junho 2018 | 12h20
Atualizado 01 Junho 2018 | 15h42

Os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado Federal, Eunício Oliveira (MDB-CE), reagiram nesta sexta-feira, 1.º, de forma distintas ao pedido de demissão do presidente da Petrobrás, Pedro Parente. Enquanto Eunício comemorou, Maia lamentou e disse que a questão da redução dos preços dos combustíveis poderia ter sido resolvida "sem intervenção".

+Presidente da Petrobrás pede demissão

"Era o que a sociedade esperava", declarou o presidente do Senado ao Broadcast Político.

"Ele tinha muita credibilidade e estava fazendo um ótimo trabalho. A questão do preço dos combustíveis poderia ter uma saída sem nenhum tipo de intervenção", reagiu o presidente da Câmara, para quem o governo poderia ter resolvido a questão por meio de de impostos regulatórios.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou, por meio de nota, que a saída de Pedro Parente "não é algo a ser comemorado".

“É fundamental agora que o governo federal seja ágil na sua substituição por um nome que sinalize na direção da continuidade do processo de saneamento da empresa", disse Aécio.

Para o senador, o governo precisa ter a sensibilidade "necessária" em relação aos impactos da política de preços de Petrobrás na vida dos brasileiros. "É necessário também que os Estados participem desse esforço ao lado do governo federal”, afirmou o parlamentar tucano.

Como mostrou mais cedo o Broadcast, Pedro Parente entregou sua carta de demissão ao presidente Michel Temer durante reunião nesta sexta-feira no Palácio do Planalto. Na carta, o executivo afirmou que a greve dos caminhoneiros desencadeou "intenso" e "emocional" debate e colocou a política de preços da Petrobrás sob "intenso questionamento". "Diante desse quadro, minha permanência na Petrobrás deixou de ser positiva", declarou.

+Parente é terceiro presidente a cair da Petrobrás em sequência

Segundo informou a Coluna do Broadcast na última terçca-feira, 29, Parente estaria cogitando trocar o comando da estatal pela presidência da empresa de alimentos BRF. Após demissão de Pedro Parente, o papel da companhia no exterior (ADR) chegou a cair 20% em Nova York e a Bovespa, que operava em alta, inverteu o sinal. Em fato relevante, a companhia informa que a nomeação de um CEO interino será examinada pelo Conselho de Administração ao longo do dia, e que a composição dos demais membros da diretoria executiva não sofrerá qualquer alteração.

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