Eurobônus não serão aprovados no atual governo, diz aliado de Merkel

Para porta-voz de políticas econômicas, os eurobônus não são instrumento para combater crise

Álvaro Campos, da Agência Estado,

24 de novembro de 2011 | 13h40

BERLIM - Legisladores da União Democrata Cristã (CDU), o partido da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, afirmaram que são contra a introdução de um bônus comum da zona do euro (eurobônus) no momento. Joachim Pfeiffer, porta-voz de políticas econômicas do partido, afirmou que as discussões podem continuar, mas descartou a introdução dos eurobônus durante o atual governo.

Segundo Pfeiffer, os eurobônus não são um instrumento para combater a crise da dívida, e só poderiam ser introduzidos no fim de uma integração bem sucedida e após o aprofundamento da política econômica e fiscal europeia.

Já o ministro da Economia alemão, Philipp Roesler, também reiterou sua forte rejeição aos eurobônus. "Nós não queremos eurobônus, porque não queremos que as taxas de juros para a Alemanha subam drasticamente", explicou durante um debate sobre o orçamento, pedindo que os legisladores da Câmara Baixa do Parlamento expressassem sua rejeição a introdução desses bônus coletivos.

Roesler disse ainda que a proposta da Comissão Europeia para a introdução dos eurobônus, apresentada ontem, prejudicaria a Alemanha e a Europa, pois os bônus poderiam levar a uma perda de confiança na União Europeia.

‘Ideia de eurobônus não é fundamentalmente errada’

Norbert Barthle, porta-voz de assuntos orçamentários da União Democrata Cristã (CDU), o partido da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, reconheceu que a introdução de um bônus comum da zona do euro (eurobônus) pode ter uma participação "significativa" no gerenciamento da crise da dívida no bloco.

"A discussão iniciada pela Comissão Europeia não é fundamentalmente errada", comentou, mas acrescentando que ela é feita em um momento inapropriado. Para Barthle, antes da criação dos eurobônus a UE precisa primeiro alterar o seu tratado, para garantir a implementação das regras de estabilidade do bloco. As informações são da Dow Jones.

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