Eurogroup liberará ajuda à Grécia e definirá regras para EFSF

Os ministros de Finanças da zona do euro devem aprovar a próxima parcela de empréstimo emergencial à Grécia na terça-feira e concordar com detalhes sobre como alavancar o fundo de resgate da região caso Itália e Espanha também solicitem ajuda financeira, disseram autoridades da zona do euro.

JAN STRU, REUTERS

25 de novembro de 2011 | 12h16

Os ministros de Finanças do bloco monetário pediram a todos os principais partidos gregos um compromisso por escrito de suporte a reformas que vão permitir a liberação de um segundo pacote emergencial de financiamento para Atenas no valor de 130 bilhões de euros. Esse apoio é uma condição para a liberação da sexta parcela de ajuda, sem a qual a Grécia declarará default.

Um dos líderes do partido grego, Antonis Samaras, há muito se recusava a oferecer essa garantia por escrito, mas enviou uma carta na quarta-feira, abrindo espaço para a liberação da parcela de 8 bilhões de euros, o que inicialmente deveria ter ocorrido em setembro.

"Essa será a terceira vez em que decidiremos sobre a liberação da sexta (parcela), então acho que é uma terceira vez de sorte", disse uma autoridade da zona do euro.

"Entendo que devemos estar em uma posição para reconhecer o recebimento dos compromissos por escrito pelas principais forças políticas da Grécia", acrescentou a autoridade.

"Temos que olhar para isso, o que significa em resumo que ninguém assumiu nada ainda, mas se tudo correr bem, devemos estar em uma posição para concordar com isso."

Uma segunda autoridade da zona do euro ponderou que, embora Samaras apoie as metas de reformas em sua carta, ele se distancia de alguns dos métodos para alcança-las.

Mas a autoridade também notou que um acordo suprapartidário sobre meios precisos de cumprir as metas do novo programa grego não é exigido para a liberação da parcela de empréstimos. Com a carta, "parece bem melhor que antes", afirmou.

EFSF

O primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, que também é ministro de Finanças do país, vai participar de um encontro para explicar a seus colegas da zona do euro as reformas que a Itália planeja implementar para recuperar a confiança dos mercados e tirar seus custos de financiamento de níveis insustentáveis.

A pressão do mercado sobre a terceira maior economia da zona do euro também adicionou urgência a um trabalho em finalização para alavancar o poder de fogo do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSF, na sigla em inglês), hoje em 440 bilhões de euros.

A tarefa tem se mostrado mais difícil que o inicialmente imaginado pelos líderes da zona do euro quando anunciaram que o tamanho do fundo poderia ser quadruplicado, para cerca de 1 trilhão de euros, por meio de emissões e de estruturas de co-investimento.

Fontes da zona do euro disseram ser difícil estimar o interesse do investidor nesses esquemas até os ministros decidirem sobre detalhes dos termos e condições de ambos.

"Eu espero que fiquemos em uma posição para aprovar as diretrizes num nível político", disse a primeira autoridade da zona do euro.

"Tem havido mais consultas com investidores, porque é importante um 'feedback' para tornar os instrumentos viáveis. À luz dos comentários de investidores, vamos fazer ajustes na estrutura dos instrumentos, então os investidores vão na verdade querer participar", afirmou a autoridade.

Questionado se o fundo poderia começar a colocar em prática suas novas e reforçadas funções a partir do início do próximo ano, a autoridade disse: "Essa provavelmente é a expectativa que tanto os mercados quanto os políticos têm."

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