Yannis Behrakis/Reuters
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Reunião com credores termina sem acordo e Grécia fica mais perto de calote

Presidente do Eurogrupo disse que houve pouco progresso na reunião desta quinta-feira entre os ministros das Finanças da zona do euro, mas que acordo ainda é possível

Dow Jones

18 de junho de 2015 | 15h18

Atualizado às 18h54

Os líderes da zona do euro tentarão chegar a um acordo sobre a Grécia em uma reunião convocada para a próxima segunda-feira, após nesta quinta-feira os ministros das Finanças dos países da moeda comum não conseguirem um solução.

O presidente do grupo de ministros de Finanças da zona do euro (Eurogrupo), Jeroen Dijsselbloem, disse que Atenas não havia apresentado reformas políticas e cortes orçamentários suficientes para garantir mais financiamento.

"Essas medidas que não são populares, elas não serão fáceis de adotar e a grande questão é se o governo grego está preparado para tomá-las", afirmou Dijsselbloem. "E se eles não estão preparados para adotá-las, então estão assumindo um grande, grande risco para o futuro da Grécia."

O ministro das Finanças grego, Yannis Varoufakis, disse após o encontro que ainda havia tempo suficiente para fechar um acordo. "O governo grego, totalmente comprometido com sua responsabilidade histórica, pede a seus parceiros que caminhem para uma negociação rápida e eficiente", afirmou ele.

Após quase cinco meses de negociações, a decisão sobre se a Grécia evitará um calote e seguirá no euro agora está nas mãos dos 19 líderes da zona do euro. O encontro da segunda-feira será ou um grande sucesso ou um grande fracasso, disse um funcionário europeu.

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, convocou os líderes da zona do euro para a reunião na noite de segunda-feira em Bruxelas, dias antes de um encontro já marcado de todos os líderes da UE. "É hora de discutir urgentemente a situação da Grécia no mais alto nível político", argumentou.

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, disse que o encontro era necessário "para restaurar o diálogo com adultos na sala".

O FMI e os governos da zona do euro têm ajudado a Grécia com empréstimos emergenciais nos últimos cinco anos. Mas uma dívida de € 245 bilhões (US$ 279 bilhões) vence em 30 de junho. No mesmo dia, o país precisa realizar um pagamento de € 1,54 bilhão ao FMI que não conseguirá saldar sem nova ajuda financeira.

Ainda que tenha chegado às conversas no Eurogrupo dizendo que não levaria nada de novo, Varoufakis disse posteriormente que apresentou uma proposta que encerraria a crise em seu país "de uma vez por todas". Funcionários da UE afirmaram, porém, que o plano em boa medida reformulava ideias já rejeitadas.

Uma ideia que a Grécia defende é que o fundo de ajuda da zona do euro compre € 27 bilhões em bônus gregos atualmente mantidos pelo Banco Central Europeu (BCE). Isso poderia retardar pagamentos previstos para os próximos anos para mais adiante e reduzir as taxas de juros.

Os governos da zona do euro já rejeitaram planos similares, que iriam mover dívidas do BCE mais diretamente para os ombros dos próprios governos europeus. E ministros e líderes ressaltaram nas últimas semanas que não falarão sobre medidas para reduzir o endividamento grego sem antes um acordo sobre os termos para isso. Dirigentes da UE pressionam Atenas para que aceite cortes no orçamento e reformas políticas, segundo eles necessárias para restaurar a saúde financeira grega no longo prazo. Os gregos dizem que as medidas exigidas piorariam a recessão nacional.

Em seu relatório anual sobre a economia da zona do euro, o FMI afirmou que o programa de compra de bônus do BCE, recentemente lançado, e os fundos de resgate da zona do euro ajudariam a garantir que qualquer "contágio de mercado" seja "muito reduzido", caso não haja uma solução para a Grécia. No prazo mais longo, o FMI disse que a zona do euro poderia responder a qualquer dúvida sobre sua coerência, se o país deixar o grupo.

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