Ralph Orlowski/Reuters
Ralph Orlowski/Reuters

Europa debate zona do euro após saída do Reino Unido

Ministros discutem a criação do cargo de ministro de Finanças da região com orçamento separado da UE

O Estado de S.Paulo

15 Setembro 2017 | 23h14

TALLIN, ESTÔNIA - A zona do euro tem de primeiro identificar seus problemas e então ver quais mudanças em suas instituições são necessárias para corrigi-los, disseram ministros de Finanças nesta sexta-feira, 15, durante conversas informais sobre o futuro da região.

As discussões na capital da Estônia, Tallin, seguem diferentes propostas de França, Alemanha e Comissão Europeia para renovar a zona do euro depois que o Reino Unido deixar o bloco, o que deve ocorrer em março de 2019.

Várias propostas incluem a criação do cargo de um ministro de Finanças da zona do euro, estabelecendo um orçamento separado ou reservando uma parte do orçamento da União Europeia existente para o bloco de união monetária, além da criação de um Parlamento da zona do euro junto ou dentro do Parlamento existente da UE.

“Acho que devemos começar do outro lado”, disse o presidente dos ministros de Finanças da União Europeia, Jeroen Dijsselbloem, ao entrar nas negociações ministeriais.

“Em vez de ter um debate com foco sobre o lado institucional, (devemos ter) um debate sobre o que falta na união econômica e monetária, em termos de resiliência, competitividade, solidariedade”, afirmou.

“Então, eu acho que devemos começar com qual é o problema e terminar com um debate institucional”, disse Dijsselbloem.

O ministro de Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble, disse que a tarefa de renovar a zona da moeda única é urgente.

“Trata-se de como tornamos a Europa politicamente e economicamente mais forte e capaz de agir. Como fazemos isso? Essa é a tarefa urgente”, disse ele.

Bolsas. As bolsas europeias fecharam em baixa hoje. Investidores monitoraram o atentado terrorista em Londres e também as notícias da arena geopolítica, após mais um teste de míssil da Coreia do Norte. O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em baixa de 0,36%, em 380,41 pontos. / REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.