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Europa deve manter protecionismo agrícola, dizem especialistas

Especialistas apontaram nesta quinta-feira no XII Encontro Sul-Americano de Relações Internacionais tendência à manutenção do protecionismo agrícola europeu e até de redução das exportações de produtos básicos para a União Européia. O diretor da Fundação alemã Konrad Adenauer no Brasil, Wilhelm Hofmeister, declarou que "infelizmente, os que acreditaram que o debate sobre a política agrícola na Europa poderia beneficiar as exportações de produtos do Brasil ou dos outros países do Mercosul se equivocaram".Segundo ele, essa é a conclusão do acordo fechado no final de outubro entre França e Alemanha de congelar o valor anual destinado pela União Européia para a Política Agrícola Comum (PAC) entre 2007 e 2013. Como a cota de 2006 e 2007 é de ? 49 bilhões, os desembolsos diretos europeus para a agricultura serão de até esse total."As negociações entre o Mercosul e a União Européia, infelizmente, neste ponto, na minha visão, estão estancadas e vão ficar estancadas", avaliou. "Isso era uma briga entre França e Alemanha. A política agrária fica com 80% do orçamento da União Européia e custa muito dinheiro para nós europeus. A França gasta e a Alemanha paga".Menos exportação do BrasilA entrada de novos países-membros no bloco a partir de 2004 deverá piorar a situação. "Essa expansão da União Européia vai acarretar uma redução das exportações brasileiras para a Europa", afirmou o professor de relações internacionais da universidade Estácio de Sá, Murilo Nuno Rabat. De acordo com ele, "quase metade da população da Polônia se dedica à agricultura". A Polônia é um dos países que deverá passar a integrar o bloco europeu em 2004 e, como tal, passará a usufruir dos subsídios agrícola e do acesso privilegiado ao mercado da UE.Outros países com grandes chances de se tornarem integrantes da UE a partir de 2004 são Lituânia, Estônia, Letônia, República Tcheca, Eslováquia, Eslovênia, Hungria, Malta e Chipre. Além desses, Romênia e Bulgária provavelmente entrarão no bloco em 2007 e a Turquia, com menos chances, também se candidata a participar. "A expansão da União Européia vai fortalecer sua posição no mercado internacional, o que fortalece suas posições protecionistas", previu Rabat.AlcaA ex-ministra das Relações Exteriores do México e embaixadora mexicana na Argentina, Rosario Green, defendeu hoje, em palestra na Academia Brasileira de Letras, que a América Latina procure pressionar os Estados Unidos para agregar novos temas sociais ao Acordo de Livre Comércio das Américas (Alca), além daqueles tradicionais.Entre estes novos assuntos, sustentou, deveriam estar a livre movimentação de recursos humanos e instituísse fundos compensatórios por meio dos quais os países mais desenvolvidos ajudariam no desenvolvimento dos demais.

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