Europa dispara, seguindo valorizações exibidas na Ásia

Perspectiva de ajuda às seguradoras de bônus nos Estados Unidos anima os mercados nesta quinta

Daniela Milanese, da Agência Estado,

24 de janeiro de 2008 | 07h37

As atenções desta quinta-feira, 24, se voltam para a expectativa sobre um plano de ajuda às seguradoras de bônus nos Estados Unidos. Com base nessa possibilidade, as bolsas da Europa iniciam o dia mostrando altas fortes, seguindo as valorizações exibidas na Ásia. Veja também:Bolsas asiáticas mantêm recuperação; Hong Kong destoa e cai Société Générale anuncia perda de 4,9 bi de euros com fraude Há informações de que o superintendente de seguros de Nova York, Eric Dinallo, teria se reunido com os bancos na quarta à noite para discutir um pacote de injeção de capital nas seguradoras. O tema foi o grande estopim da histeria que se abateu sobre os mercados nos últimos dias. Uma ajuda a instituições como Ambac e MBIA reduziria a possibilidade de mais perdas nos já abalados balanços de instituições financeiras expostas ao risco de crédito. A perspectiva desse alívio financeiro fazia a Bolsa de Londres subir 3,19%, Paris avançar 4,67% e Frankfurt mostrar ganho de 4,79% uma hora após o início dos pregões na Europa. Essas valorizações expressivas, no entanto, não significam que o ânimo dos investidores está mais calmo. Ao contrário, são uma mostra da força da volatilidade presente nos negócios - e que deve prosseguir nos próximos dias. A atuação do Fed acabou criando expectativas adicionais, que agora terão de ser administradas. Já se precifica uma nova queda na taxa dos Fed Funds de 0,50 ponto porcentual para a reunião da próxima quarta-feira. As inquietações com a recessão nos Estados Unidos, e suas conseqüências pelo resto do mundo, também estão expostas nos preços das commodities. Na quarta, os contratos futuros de petróleo fecharam na mínima de três meses em Nova York. Teoricamente,isso seria positivo para estimular a recuperação da economia. Mas as quedas abrem a possibilidade de a Opep decidir reduzir a produção de petróleo em sua próxima reunião, que acontece no início de fevereiro, em Viena. Essa preocupação já foi levantada nesta semana pelo Centro para Estudos Energéticos Globais (CGES, na sigla em inglês) e deve ganhar relevância à medida que o encontro se aproxime.

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