Europa e Japão crescem mais do que o previsto

A economia da zona do euro seguiu no caminho da recuperação no terceiro trimestre do ano, com a Alemanha, França e Holanda emergindo da leve recessão que registraram no trimestre anterior. A Eurostat informou que o Produto Interno Bruto dos 12 países que formam a zona do euro cresceu 0,3% no terceiro trimestre, ante o mesmo período de 2002, e 0,4% ante o segundo trimestre. A expansão contrastou com a leve contração de 0,1% do segundo trimestre, ante o período de janeiro a março. O crescimento foi registrado na maioria dos países da região. Nessa semana, dados mostraram que a Alemanha cresceu 0,2%, a França, 0,4% e a Itália, 0,5% no terceiro trimestre. A Holanda registrou crescimento de 0,1%. A expansão da região superou o prognóstico dos economistas de crescimento de 0,3% nos três meses até setembro, mas na comparação com outros países, o ritmo de recuperação da economia da zona do euro segue modesto. Japão cresce 2,2% A economia japonesa cresceu em um ritmo mais lento no trimestre de julho a setembro, mas mostrou um desempenho mais vigoroso do que o esperado por analistas independentes, graças aos investimentos corporativos e à demanda por exportações. O PIB japonês cresceu 2,2% no trimestre, em termos anualizados, após os ajustes sazonais e de preços. O desempenho superou o aumento de 1,4% esperado por analistas, mas foi mais lento do que a expansão de 3,5% registrada no trimestre anterior, de acordo com dados revisados. O PIB real do trimestre de julho a setembro aumentou 0,6% ante o trimestre anterior, também acima do crescimento de 0,4% projetado por analistas. O PIB japonês completou sete trimestre consecutivos em crescimento e deve continuar repetindo esse comportamento por algum período, de acordo com prognósticos dos analistas. O ministro da Economia e do Setor Bancário, Heizo Takenaka, festejou os números e comentou que os dados indicam que a economia deverá crescer dentro do ritmo projetado pelo governo. "A economia segue no caminho de crescer dentro da nossa meta prevista de 2,1% para o ano fiscal", comentou. Os gastos estáveis dos consumidores seguiram freando o ritmo de expansão da economia japonesa. O consumo interno responde por 55% do PIB. Os investimentos das empresas ajudaram com menos força no crescimento do PIB. Os investimentos cresceram 2,8% no trimestre, ante os três meses anterior, um ritmo bem mais suave do que a expansão de 4,7% verificada no trimestre de abril a junho."Os investimentos em capital em abril e junho foram muito fortes e era inevitável que não se sustentassem no trimestre subseqüente", comentou um funcionário do gabinete do governo. A demanda externa líquida - exportações menos importações - somaram 0,2 ponto percentual ao dado geral do PIB. As exportações cresceram 2,8% e as importações, 1,7%. Os economistas projetam que as exportações continuarão alavancando o PIB japonês, diante das perspectivas de crescimento mais vigoroso das economias dos EUA e dos demais países da Ásia. Itália cresce 0,5% A economia da Itália voltou a dar sinais de crescimento após dois trimestres de contração, refletindo aumento das exportações e melhora nos gastos com consumo. O PIB da terceira maior economia na zona do euro cresceu 0,5% no terceiro trimestre em relação ao anterior e também frente ao terceiro trimestre do ano passado, informou a Istat. A previsão era alta de 0,2% no trimestre frente ao anterior e de 0,4% em relação a 2002. O PIB registrou contração de 0,2% no primeiro trimestre e de 0,1% no segundo trimestre. Taiwan cresce 4,18% A economia de Taiwan voltou a crescer no terceiro trimestre, favorecida por aumento das encomendas de equipamentos de tecnologia de informação, o qual elevou a atividade na indústria de manufatura e as exportações do país, especialmente para a China. Segundo dados do governo, o PIB no trimestre julho/setembro cresceu 4,18% em relação ao ano anterior, após contração de 0,08% no segundo trimestre. A expansão superou as estimativas de crescimento de 3,83% da Dow Jones. O governo revisou em alta a projeção de crescimento para o ano de 3,06%, para 3,15%. As informações são da Dow Jones.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.