Europa em baixa antes de Fed e dados dos EUA; euro recua

Cautela dos investidores com decisão do Federal Reserve leva a declínio das ações de bancos na região

Nathália Ferreira, da Agência Estado,

15 de dezembro de 2009 | 08h43

A espera pela reunião de política monetária do Federal Reserve, que começa hoje e só termina amanhã, deixa os mercados acionários na retaguarda nesta manhã, com o declínio das ações de bancos mantendo as bolsas europeias no vermelho. A valorização do dólar também pesa nas bolsas, conforme os investidores de câmbio ajustam posições em antecipação a comentários que possam sinalizar uma elevação do juro nos EUA antes do previsto.

 

Os investidores de ações também estão no aguardo de dados importantes a serem divulgados nos EUA hoje, como o índice de preços ao produtor (às 11h30 de Brasília) e a produção industrial (às 12h15 de Brasília). Há pouco, a divulgação do índice de expectativas econômicas ZEW fez o euro renovar a mínima em dois meses, a US$ 1,4524.

 

"Os operadores têm poucos motivos para assumir exposições novas antes dos dados e há alguma cautela antes do encontro do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto do Fed)", disse David Morrison, do GFT.

 

As ações de bancos registram as maiores perdas na Europa, à medida que investidores embolsam os lucros recentes. Deutsche Bank e Barclays caíam mais de 1%. Para compensar a fraqueza no setor bancário e limitar o declínio das bolsas, as ações ligadas a recursos básicos operavam em alta em linha com o avanço dos metais, especialmente ArcelorMittal (+1,5%), que teve sua recomendação elevada de "neutra" para "compra" pelo UBS.

 

Às 8h17 (de Brasília), a Bolsa de Londres recuava 0,54%, Frankfurt caía 0,23% e Paris perdia 0,26%. O futuro Nasdaq 100 exibia baixa de 0,19% e o S&P 500 cedia 0,30%.

 

No mesmo horário, o euro recuava 0,81%, a US$ 1,4537 e a libra caía 0,36%, a US$ 1,62518. O dólar subia 0,39% para 89,27 ienes e ganhava 0,77% para 1,0404 franco. O dólar superou o nível de 1,04 franco hoje pela primeira vez desde o começo de outubro.

 

Além do otimismo com uma recuperação nos EUA e com comentários do Fed sinalizando uma possível alta do juro adiante, o dólar também se beneficia das preocupações com a situação fiscal da Grécia, que prejudicam o euro. Ontem, o primeiro-ministro grego, George Papandreou, disse que a Grécia colocará seu elevado déficit orçamentário em linha com as regras da União Europeia até 2013, mas não convenceu os investidores.

 

Outro fator que pesa fortemente no euro é o índice ZEW de expectativas econômicas da Alemanha, que caiu a 50,4 em dezembro, de 51,1, indicando que a recuperação do país pode desacelerar depois da vigorosa retomada anterior. Foi o terceiro mês consecutivo de declínio. O resultado, contudo, superou a previsão de economistas de 49,5.

 

No Reino Unido, o índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 1,9% em novembro, em termos anuais, após alta de 1,5% em outubro, superando a previsão de economistas de aumento de 1,7%. As informações são da Dow Jones.

 

Tudo o que sabemos sobre:
MercadosEuropabolsas

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.