Europa está a salvo do risco de recessão, dizem ministros

Para ministros da UE, bloco tem economia sólida e países contam com mecanismos para lidar com desaceleração

Efe,

22 de janeiro de 2008 | 13h54

Os ministros de Economia e Finanças da União Européia (Ecofin) analisam nesta terça-feira, 22, a situação econômica, marcada pela crescente volatilidade nos mercados e o risco de recessão nos Estados Unidos. Em reunião prévia na noite desta segunda-feira, 21, os ministros de Finanças da zona do euro (Eurogrupo) e a Comissão Européia se mostraram convencidos de que a Europa está a salvo do risco de recessão que paira sobre os Estados Unidos, pela maior solidez de sua economia e porque conta com mecanismos para fazer frente à desaceleração.   Após um encontro marcado por uma jornada negra nas bolsas mundiais, que desabam em função do medo da cada vez mais provável recessão nos EUA, as autoridades econômicas da zona do euro se esforçaram para transmitir uma mensagem de tranqüilidade.   Assim, o presidente do Eurogrupo, o primeiro-ministro de Luxemburgo, Jean-Claude Juncker, reconheceu que já não se pode descartar o retrocesso da economia americana, mas insistiu em que, embora essa hipótese possa ter conseqüências para a Europa, o efeito seria limitado.   "Não se deve cair em um pessimismo excessivo", ressaltou Juncker, pois a situação dos EUA "não é em nada comparável à da Europa", onde os indicadores gozam de boa saúde.   O premiê de Luxemburgo ressaltou que os consumidores europeus não devem perder a confiança, já que a posição econômica do Velho Continente "está desvinculada da americana".   Reiterou que, caso a desaceleração acabe afetando o bloco, a UE conta com "todo um arsenal" de ferramentas, principalmente o Pacto de Estabilidade, para fazer frente à situação.   O comissário europeu de Assuntos Econômicos e Monetários, Joaquín Almunia, também aposta na solidez da economia européia que, apesar das turbulências financeiras e da crise nos Estados Unidos, deve continuar crescendo e criando empregos.   Enquanto os EUA estão em "uma fase clara de redução do crescimento", a Europa está apenas abaixo de seu potencial, ressaltou Almunia.

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