Europa fecha em alta; Bovespa e NY aceleram ganhos

Discurso do presidente do Fed sobre possível segundo pacote de ajuda ao mercado anima investidores

Reuters e Agência Estado

20 de outubro de 2008 | 13h52

As ações negociadas nas bolsas de valores da Europa fecharam em alta nesta segunda-feira, 20, puxadas pelos ganhos nos setores de petróleo e bancos. O bom comportamento das bolsas em Nova York - impulsionadas pelo discurso do presidente do Fed (banco central dos EUA), Ben Bernanke - também contribuiu para o fechamento positivo dos mercados europeus. O índice FTSEurofirst 300, principal indicador de ações da Europa, fechou em alta de 3,3%, de acordo com dados preliminares, aos 924 pontos, marcando a segunda sessão consecutiva de alta. Por aqui, o Ibovespa também mantinha os ganhos e subia 3,45%, aos 37.655 pontos.   Veja também: Bernanke apóia segundo pacote de estímulo à economia País deve ficar de 'antena ligada', diz Lula sobre a crise Consultor responde a dúvidas sobre crise   Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira  Dicionário da crise     Nesta manhã, Bernanke indicou ser favorável a uma segunda rodada de estímulo fiscal. "Com a perspectiva de a economia permanecer deprimida por vários trimestre e haver algum risco de desaceleração prolongada, avaliações quanto a um pacote de estímulo fiscal pelo Congresso parecem apropriadas nesse momento", afirmou.   Os contínuos esforços dos governos em várias partes do mundo para evitar o colapso do sistema financeiro e a resposta positiva do mercado de crédito - que começa a fluir - também ajudam a manter as bolsas sustentadas em NY. Às 14h06 (de Brasília), Nasdaq virava e subia 0,68%; Dow Jones tinha alta de 1,67%; e S&P 500 valorizava-se 1,93%.   Na Europa, a bolsa de Madri fechou em alta de 2,99%; Lisboa subiu 2,03%; Frankfurt teve alta de 1,12%; Milão valorizou-se 2,48%; Londres subiu 5,41%; Paris teve alta de 3,56%   O petróleo manteve o movimento de alta e já chegou a bater em US$ 74 nesta segunda. Mais cedo, o representante do Irã na Opep disse que o grupo está preparado para reduzir as cotas de produção em 1 milhão de barris por dia numa "primeira fase" de cortes, diante da queda na demanda mundial pela commodity, conforme divulgou a agência de notícias oficial do Irã (Irna).   Ações anticrise   Os investidores começam o dia com informações sobre duas novas ações de resgate de bancos. O governo da Holanda colocará 10 bilhões de euros (US$ 13,4 bilhões) no ING, depois de a instituição ver suas ações despencarem na semana passada. Além disso, a Coréia do Sul anunciou um pacote de US$ 130 bilhões para socorrer o sistema financeiro. A Suécia lançou esta manhã um plano de cerca de US$ 208 bilhões para ajudar o sistema.   Já temendo os efeitos da desaceleração econômica, a Índia decidiu cortar os juros - a taxa repo foi reduzida de 9% para 8%.   O ministro das Finanças do Reino Unido, Alistair Darling, disse, em entrevista publicada no domingo no Daily Telegraph, que o governo britânico deve aumentar seus gastos para ajudar a economia a enfrentar um período de recessão. Segundo ele, o governo deve elevar os empréstimos para gastar bilhões de dólares para proteger empregos e os mutuários.   Darling indicou que os segmentos imobiliário, de energia e as pequenas empresas serão os beneficiados de tal "mudança nas prioridades" do plano de gastos do governo.   China   O anúncio da Índia veio na seqüência da divulgação do PIB da China, que desacelerou para crescimento de 9% no terceiro trimestre, abaixo da previsão de 9,5%, conforme a Dow Jones, e inferior ao crescimento de 10,1% no trimestre anterior. Segundo o Financial Times, foi o primeiro aumento do PIB de apenas um dígito em pelo menos quatro anos.   "Alguma parte dessa desaceleração pode ser atribuída aos fechamentos (de fábricas) durante as Olimpíadas, mas não toda", anota Andrew Cates, do UBS. Na semana passada, foram fechadas duas fábricas de brinquedos chinesas que tinham como maior comprador os Estados Unidos.

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