Europa fecha em alta sob menor receio com Fed

Preocupação se refere à possibilidade de o banco central dos EUA reduzir suas compras mensais de bônus

17 de junho de 2013 | 14h30

As bolsas europeias fecharam em alta nesta segunda-feira, 17, com uma diminuição nos receios de que o Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, vai começar a reduzir suas compras mensais de bônus. Um forte crescimento no saldo comercial da zona do euro também colaborou para o otimismo entre os investidores. O índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 0,73%, para 293,25 pontos.

Após as fortes perdas nas últimas sessões, a tensão diminuiu um pouco e os investidores retornaram aos negócios nesta segunda-feira em clima de expectativa pela decisão do Fed e do discurso do presidente da instituição, Ben Bernanke. Cresce a avaliação de que a retirada dos estímulos monetários na maior economia do mundo não começará já e deve ocorrer apenas alguns meses à frente. "Os traders acreditam que a recuperação econômica dos EUA ainda é um trabalho em andamento, e assim esperam que o Fed cumpra a promessa de não reduzir os estímulos prematuramente", dizem os analistas da ETX Capital.

Na zona do euro, a agência de estatística Eurostat divulgou que o saldo comercial do bloco avançou para 14,9 bilhões de euros em abril, ante um superávit de 3,3 bilhões de euros no mesmo mês de 2012. Já o custo da mão de obra na zona do euro aumentou 1,6% no primeiro trimestre deste ano, em comparação ao mesmo período do ano passado.

Enquanto isso, a Grécia voltou aos holofotes, após Alexis Tsipras, líder do Syriza, o maior partido da oposição, pedir a realização antecipada de eleições em meio à confusão do governo quanto ao fechamento da emissora estatal de televisão ERT.

Nesse cenário, o índice FTSE, da Bolsa de Londres, ganhou 0,35%, fechando a 6.330,49 pontos. A companhia de telefonia Vodafone avançou 1,47%, acompanhando o restante do setor, após relatos de que a norte-americana AT&T e a espanhola Telefónica estariam negociando uma possível fusão. A seguradora Resolution teve valorização de 2,91%, depois de ter sua recomendação elevada pelo JPMorgan.

Em Paris, o índice CAC-40 subiu 1,54%, encerrando a sessão a 3.863,66 pontos. A France Telecom ganhou 3,08, após o presidente francês, François Hollande, defender o executivo-chefe da companhia, Stephane Richard, que está sendo investigado por uma decisão polêmica tomada em 2008, quando ele trabalhava no Ministério de Finanças.

Na Bolsa de Frankfurt, o índice DAX teve alta de 1,08%, terminando a 8.215,73 pontos. A farmacêutica Bayer avançou 2,63%, após relatos de que autoridades do Canadá teriam aprovado as pílulas anticoncepcionais Yaz e Yasmin. Já a fabricante de painéis solares Solarworld teve alta de 14,29%, depois do Wall Street Journal divulgar que a  Qatar Solar Technologies pretende investir na companhia.

Em Milão, o índice FTSE-Mib ganhou 0,26% e fechou a 16.194,14 pontos. O índice IBEX-35, da Bolsa de Madri, teve valorização de 0,81%, para 8.136,30 pontos, puxado pela Telefónica, que avançou 2,39%. E o índice PSI-20, da Bolsa de Lisboa, subiu 1,29%, para 5.843,71 pontos. Fonte: Dow Jones Newswires.

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