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Europa fecha em baixa pressionada por NY e setor automotivo

Ações da Volks caíram 15,6% após anunciar a compra de 42% do braço de carros esportivos da Porsche

Marcílio Souza, da Agência Estado,

14 de agosto de 2009 | 13h41

As bolsas europeias reverteram os ganhos que registravam no início do dia e fecharam em baixa nesta sexta-feira, 14, prejudicadas por perdas entre ações de montadoras e pelo desempenho ruim dos mercados de ações de Wall Street. Pesou sobre as ações o índice de sentimento do consumidor norte-americano, medido pela Universidade de Michigan, que caiu de 66,0 em julho para 63,2 em agosto e ficou bem aquém da previsão de alta para 69,0.

 

O analista Stephen Taylor, da Dolmen Securities, disse que o número veio "muito fraco". De fato, trata-se do menor nível desde março. "Há diversos pontos positivos nos mercados neste momento, mas o consumo continua muito, muito fraco", apontou Taylor. "O consumidor precisa aumentar seus gastos para que as receitas (das empresas) cresçam", acrescentou.

 

Em Londres, o operador Tim Hughes, da IG Index, afirmou que, se o Dow Jones mantiver sua trajetória atual, os investidores, aproveitando a queda dos preços, terão boa oportunidade de comprar ações, caso o sentimento continue de maneira geral otimista na próxima semana.

 

A bolsa de Londres fechou com o índice FT-100 em baixa de 41,49 pontos, ou 0,87%, para 4.713,97 pontos. Na semana, acumulou queda de 0,37%. A bolsa de Frankfurt terminou com o Dax em baixa de 92,00 pontos, ou 1,70%, para 5.309,11 pontos; na semana, caiu 2,75%. Em Paris, o CAC-40 perdeu 29,12 pontos, ou 0,73%, para 3.495,27 pontos. Na semana, caiu 0,73%. O índice Ibex-35, de Madri, recuou 144,90 pontos, ou 1,31%, para 10.901,90 pontos; na semana, perdeu 0,42%.

 

Entre os destaques da queda de hoje estava o setor automotivo. Em Frankfurt, Volkswagen fechou em queda de 15,6% após anunciar a compra de 42% do braço de carros esportivos da Porsche até o final do ano. A Volks pagará 3,3 bilhões de euros pela fatia, no que seria o primeiro passo de uma aquisição completa da Porsche até 2011. Para financiar o acordo, a Volks planeja aumentar o capital no primeiro semestre de 2010 por meio da emissão de ações preferenciais. As ações da Porsche Automobil Holding subiram 8,7%. BMW caiu 1,5% e a Daimler recuou 1,2%. As francesas Renault e Peugeot cederam 5,2% e 3,7%, respectivamente.

 

Os bancos também terminaram em baixa. Em Londres, HSBC recuou 2,8%. O grupo possui uma fatia de 18,6% na seguradora de vida chinesa Ping An, que sofreu uma queda de 45% do lucro líquido no primeiro semestre, um resultado pior do que o esperado. Outro destaque em Londres foi Eurasian Natural Resources Corporation (ENRC), que fechou em baixa de 3,6%, após anunciar a renúncia de seu chairman, David Cooksey. A companhia de serviços financeiros Old Mutual caiu 3,6%, enquanto a mineradora Xstrata perdeu 3,1%.

 

Em Zurique, Swatch saltou 11,2%; embora tenha sofrido queda de 28% de seu lucro líquido no primeiro semestre, o resultado superou as previsões. Credit Suisse caiu 2,2%. Em Frankfurt, ThyssenKrupp, apesar de ter divulgado prejuízo líquido de € 639 milhões (US$ 911,6 milhões) no terceiro trimestre fiscal, subiu 2,1%. Air France-KLM, rebaixada de manter para vender pelo

 

Citigroup, caiu 3,6%. A realização de lucros depois de dois dias seguidos de ganhos pressionou a bolsa de Madri, onde Santander e Telefónica, líderes em volume, caíram 1,2% e 2,2%, respectivamente. Iberia, ao contrário, foi um dos destaques de alta, tendo subido 0,4% em meio ao declínio acentuado dos preços do petróleo. As informações são da Dow Jones.

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