Europa fecha em queda por causa de Detroit, Portugal e tecnologia

Resultados negativos de Google e Microsoft ajudaram a puxar índices para baixo

Stefânia Akel, da Agência Estado,

19 de julho de 2013 | 15h29

LONDRES - As bolsas europeias fecharam em queda nesta sexta-feira, reagindo aos resultados abaixo do esperado dos gigantes de tecnologia Google e Microsoft e ao anúncio de falência da cidade norte-americana de Detroit. Os índices também foram pressionados pela crise política em Portugal. Mesmo assim, o índice Stoxx Europe 600 encerrou a sessão com leve alta de 0,03%, aos 299,85 pontos - o terceiro pregão consecutivo de ganhos. Na semana, a valorização do índice foi de 1,23%.

A semana terminou com o mercado financeiro em ritmo mais fraco. Sem novidades sobre a política monetária norte-americana, os investidores voltaram a acompanhar o restante do noticiário e uma das principais informações em destaque é negativa: ontem, Detroit recorreu à Lei de Falências dos EUA. Com dívidas estimadas em cerca de US$ 20 bilhões, as autoridades da cidade que já foi a capital automobilística do país jogaram a toalha após fracassarem na tentativa de renegociar a dívida municipal com os principais credores.

Outra notícia desanimadora foi o resultado abaixo do esperado das empresas de tecnologia Google e Microsoft, anunciado ontem após o fechamento do mercado. Depois de cair ontem no after-hours, as ações das duas companhias seguem no vermelho em Nova York e influenciaram negativamente as ações de tecnologia da Europa. O lucro do Google aumentou 16% no segundo trimestre, para US$ 3,23 bilhões ante igual período do ano passado. A receita teve crescimento 19%. A Microsoft conseguiu reverter um prejuízo de US$ 492 milhões em seu quarto trimestre fiscal de 2012 e ontem divulgou lucro de US$ 4,97 bilhões no mesmo período de 2013. Os ganhos das companhias, no entanto, vieram abaixo das expectativas de Wall Street.

Em Portugal, lideranças políticas dos três principais partidos do país - o PSD, o CDS e o PS - tentam chegar ao "pacto de salvação nacional" proposto pelo presidente Aníbal Cavaco Silva. Após cinco reuniões sem resultados práticos durante a semana, os três grupos voltam a se reunir ainda nesta manhã para a sexta rodada das conversas. A imprensa portuguesa diz que o fracasso das negociações é quase certo e apenas uma reviravolta de última hora poderia mudar o quadro.

Nesse cenário, o índice FTSE-Mib, da Bolsa de Milão, foi o único a fechar em alta, ganhando 0,44%, aos 16.124,36 pontos. A valorização do índice também foi a maior da semana (+4,45%). Prysmian subiu 3,1%, com Atlantia (+2,8%) e UniCredit (+2,2%).

O índice DAX da Bolsa de Frankfurt caiu 0,07%, fechando a 8.331,57 pontos. Na semana, porém, houve ganho de 1,45%. As ações da SAP recuaram 2,3% após um balanço negativo e a Infineon encerrou com queda de 1%.

Em Londres, o índice FTSE perdeu 0,06% e encerrou a sessão a 6.630,67 pontos, mas subiu 1,31% na semana. ARM Holdings caiu 2,6%, antes da divulgação do seu balanço na quarta-feira.

Na Bolsa de Paris, o índice CAC-40 recuou 0,06% e fechou a 3.925,32 pontos, na mínima. Na semana, o índice avançou 1,82%. Remy Cointreau caiu 5% após um rebaixamento do JPMorgan, mas o Crédit Agricole continua a subir após um upgrade do Citigroup e fechou em alta de 1,9%.

Em Madri, o índice IBEX-35 teve desvalorização de 0,18%, a 7.943,20 pontos, mas subiu 1,26% na semana. E, na Bolsa de Lisboa, o índice PSI-20 caiu 0,78%, fechando a 5.524,47 pontos e ganhando 2,98% na semana. Fonte: Dow Jones Newswires. (Stefânia Akel - stefania.akel@estadao.com)L

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