Europa investiu mais no Brasil que na China em 2007

A União Européia (UE) investiu mais no Brasil que na China em 2007. Segundo dados oficiais de Bruxelas, os 27 países do bloco europeu investiram 7,1 bilhões de euros no mercado brasileiro em 2007, contra 1,8 bilhão de euros na China. Se somados os investimentos em Hong Kong aos da China, o país asiático e o Brasil praticamente empatam em termos de destino dos investimentos europeus. O estoque de investimentos total da Europa na China é ainda bem superior ao que existe no Brasil, diante do fluxo acumulado nos últimos anos ao mercado asiático. Entretanto, o mercado brasileiro volta a chamar a atenção dos europeus, principalmente diante do retorno do crescimento e estabilidade da economia.Em 2006, por exemplo, os chineses atraíram 6 bilhões de euros, além de outros 3 bilhões de euros em Hong Kong. Para o Brasil, o total de investimentos foi de 5,6 bilhões de euros. Já no ano passado, o Brasil reverteu a tendência. Só da Espanha os investimentos somaram US$ 2,5 bilhões.O Brasil, contudo, perde para a Índia, que viu os investimentos multiplicados por dez de 2006 para 2007, atingindo 10,9 bilhões de euros. Já os russos receberam investimentos de 17 bilhões de euros. Entre os Brics (bloco constituído por Brasil, Rússia, Índia e China), portanto, o Brasil é apenas o terceiro mercado preferido dos europeus. Nova geografiaOs dados da UE também revelam uma nova geografia no fluxo de investimentos. Os Brics mais que dobraram seus investimentos no mercado europeu entre 2006 e 2007. Não por acaso, governos de vários países europeus acostumados a apenas comprar empresas estrangeiras reagiram surpresos com a nova tendência. Alguns dos setores chegaram a clamar pela "soberania" da produção européia. Juntos, os Brics investiram mais de 13 bilhões de euros no mercado europeu. O Brasil investiu quase 2 bilhões de euros, contra 9,5 bilhões de euros da Índia. China e Rússia investiram outros 2 bilhões de euros. Em 2006, o volume investido não chegava a 5 bilhões de euros, dos quais 1,2 bilhão vinha do Brasil.

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