Europa luta para cumprir promessa de reduzir assentos no FMI

A Europa não deve cumprir totalmente a promessa de reduzir sua representação no conselho de 24 membros do Fundo Monetário Internacional (FMI) até a reunião da entidade em Tóquio no mês que vem, o que pode aborrecer países emergentes que acusam a Europa de protelação.

Reuters

20 de setembro de 2012 | 10h38

Reduzir a presença europeia no conselho faz parte de um pacote de reformas aprovado em 2010 para dar aos países emergentes maior voz no credor global, no qual críticos dizem que a Europa está super-representada com oito assentos.

O conselho supervisiona operações diárias da organização sediada em Washington e é o órgão responsável por aprovar bilhões de dólares em empréstimos do FMI para países problemáticos como Grécia, Portugal e Irlanda.

Mudanças na diretoria foram forçadas pelos Estados Unidos em agosto de 2010 como parte de reformas mais amplas para aumentar a influência de emergentes dentro do credor, incluindo mais poder de voto de economias como China, Brasil e Índia.

Tais mudanças estavam programadas para serem concluídas no encontro de Tóquio de 12 a 14 de outubro.

No entanto, economias emergentes têm ficado cada vez mais frustradas quanto aos esforços para ganhar mais voz no FMI, especialmente porque a administração de Obama não deve buscar a aprovação necessária do Congresso sobre as reformas de 2010 do FMI antes das eleições presidenciais do país em novembro.

A Europa remodelou alguns lugares no conselho, mas precisa fazer mais. Analistas dizem que a relutância de Washington para autorizar o pacote de reforma até o mês que vem deu à Europa mais tempo para fazer as mudanças necessárias.

"Nós ainda esperamos que seja possível encontrar uma solução para conseguir os dois assentos, mas em Tóquio me parece improvável", afirmou um diplomata europeu envolvido nas negociações.

"Nós estamos caminhando para uma solução e milagres podem acontecer, mas a minha impressão é que não isso não acontecerá em Tóquio."

Até agora, a Bélgica e a Holanda, cada um com uma representação no conselho, se consolidariam em um, livrando um assento.

A Suíça compartilharia seu assento com a Polônia, que conta como país emergente, aumentando a representação de mercados emergentes em meia posição.

Ampliar o eleitorado Nórdico-Báltico para incluir os países Bálticos --também emergentes-- aumentaria mais o equilíbrio a favor dos mercados emergentes, embora ainda do lado Europeu.

(Reportagem de Jan Strupczewski)

Tudo o que sabemos sobre:
MACROFMIREFORMA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.