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Europa não está livre das dificuldades, diz Lagarde

Declaração da diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, foi publicada no jornal francês Le Monde

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

17 de abril de 2012 | 10h41

A Europa não está completamente fora da crise financeira, apesar de ter um kit sólido de ferramentas de combate à crise, afirmou a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, ao jornal francês Le Monde.

"A Europa, que estava no epicentro da crise, se fortaleceu nos domínios monetário e financeiro, bem como em termos de governança, graças a um arsenal impressionante", disse Lagarde. Mas a Europa "não está livre das dificuldades", acrescentou, afirmando que o continente precisa mostrar determinação renovada em aplicar suas regras orçamentárias durante muitos anos.

Perguntado sobre a saúde do setor bancário, a diretora-gerente do FMI disse que há muito progresso a ser feito em relação à inclusão de normas em leis nacionais e à coordenação no âmbito internacional.

Lagarde também declarou que o anúncio do Banco do Povo da China (PBOC, banco central do país) durante o último fim de semana de ampliar a banda de negociação do yuan ante o dólar ocorreu no "momento perfeito". Segundo ela, "essa decisão ocorre a alguns dias antes da reunião dos ministros da Finanças do G-20 em Washington, onde a taxa de câmbio chinesa será inevitavelmente uma questão".

Na entrevista ao Le Monde, Lagarde reiterou seu pedido por um aumento dos recurso do FMI de pelo menos de € 400 bilhões e afirmou que a contribuição dos EUA para elevar liquidez poderá ter diferentes formas, como os swaps cambiais entre o Federal Reserve (Fed) e Banco Central Europeu (BCE).

Itália

O Fundo Monetário Internacional não precisa mais monitorar os esforços do governo da Itália para restaurar a economia do país em meio à crise da dívida soberana da zona do euro, de acordo com diretora-gerente da instituição, Christine Lagarde.

"Nós concordamos totalmente com o que o governo está fazendo e nós podemos somente encorajar seus esforços para fomentar as mudanças", afirmou Lagarde em entrevista ao jornal italiano Il Sole 24 Ore.

O ex-governo da Itália, comandado por Silvio Berlusconi, aceitou o monitoramento de suas políticas pelo FMI em novembro de 2011. O governo de Berlusconi foi substituído por outro, tecnocrata e conduzido por Mario Monti, que implementou rapidamente uma série de medidas de austeridade.

"Os mercados tem mais confiança na capacidade do governo tecnocrata para reformas", declarou Lagarde.

Ela disse também ao jornal italiano que espera aumentar o financiamento do FMI para combater crises financeiras em mais de US$ 400 bilhões, confirmando que a instituição está reduzindo seus planos de expansão de seu pode de fogo. "Nós esperamos que vamos criar nesta semana uma massa crítica de mais de US$ 400 bilhões", destacou Lagarde. "Nós estamos determinados a fazer o que está em nosso poder, e estou disposta a deixar a questão em aberto por algumas semanas, já que alguns países precisam de mais tempo para obter a aprovação por meio de procedimentos parlamentares." As informações são da Dow Jones.

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