Europa oferece conselhos, não dinheiro, à Argentina

Os ministros de Finanças da União Européia (UE) aconselharam a Argentina sobre como superar sua crise econômica e ofereceram cooperação técnica para a implementação de reformas. Eles não oferecerem nenhum dinheiro. Os ministros europeus disseram que a Argentina precisa focar sua política monetária e fiscal, assim como o sistema financeiro, para superar a crise. Pela manhã, alguns economistas chegaram a especular que a reunião de ministros de Finanças da União Européia resultaria em alguma ajuda em dinheiro para a Argentina, em particular para seu sistema bancário. Na declaração divulgada ao final da reunião, os ministros europeus não foram além de dar suporte a uma cooperação entre o governo argentino e o FMI, acrescentando que qualquer plano deve seguir os princípios de uma economia baseada no mercado. "O programa econômico sob negociação deve ser forte, viável e de credibilidade, tanto na comunidade doméstica como internacional. As áreas fundamentais em foco devem ser a agenda de polícia monetária e fiscal, o sistema bancário e o regime de taxa cambial", diz a nota. O comissário de assuntos econômicos e monetários da UE, Pedro Solbes, disse que se trata de uma decisão individual - de cada governo nacional e dentro do contexto do FMI - sobre como ajudar a Argentina, e não uma decisão da UE como um todo. Por causa da grande exposição da Espanha na Argentina e por ser este o país a ocupar, neste momento, a presidência da UE, economistas especularam que o ministro de Finanças da Espanha, Rodrigo Rato, poderia buscar a aprovação de algum pacote de ajuda para a Argentina. Mas a nota divulgada ao final da reunião deu apenas conselhos para a Argentina lidar com a sua crise. Os ministro europeus ainda alertaram a Argentina contra a discriminação entre credores domésticos e estrangeiros em seu plano de reforma. Leia o especial

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