Europa precisa de confiança mútua, diz Pimco

Segundo executivo-chefe da gestora de fundos, UE não vai resolver a crise da dívida soberana sem um elemento de cooperação entre os países da região

Álvaro Campos, da Agência Estado,

19 de setembro de 2012 | 17h16

FRANKFURT - O executivo-chefe da Pacific Investment Management Company (Pimco), Mohamed El-Erian, disse hoje que a Europa não vai resolver a crise da dívida soberana sem um elemento de cooperação entre os países da região, que envolva confiança mútua e garantias mútuas. A Pimco é a maior gestora de fundos de bônus do mundo, com quase US$ 1,8 trilhão em ativos.

"A Europa está passando por uma falta desesperadora de confiança e garantias mútuas. Os países europeus precisam de confiança mútua, algo como: 'eu confio que você está fazendo o que diz que está fazendo, e você confia que eu estou fazendo o que digo que estou fazendo'", comentou El-Erian durante uma conferência bancário na Alemanha.

Em relação à crise na Grécia, o executivo afirma que será preciso tomar uma grande decisão quanto ao futuro do país na zona do euro. "Isso é uma decisão europeia que precisa ser tomada pela Europa", comentou. El-Erian disse que a zona do euro ainda vai existir daqui a três anos, acrescentando que quando se olha para Portugal, Irlanda, Espanha e Itália há "mais e mais esperança". "Não existe nenhum motivo que impeça a restauração da estabilidade e do crescimento nesses países".

O representante da Pimco disse ainda que a gestora concluiu na semana passada suas novas previsões de crescimento. No caso dos EUA, eles preveem um crescimento entre 1% e 1,5% para os próximos 12 meses. Para a Europa, as projeções são de uma contração de 1% a 1,5% nesse período. A China deve crescer entre 6% e 7%. E a economia global como um todo deve registrar expansão de 2% a 2,5%. As informações são da Dow Jones.

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