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Europa reage a pacote de Sarkozy

O governo francês anunciou ontem um novo pacote bilionário de socorro à indústria automobilística - setor que representa 1% do Produto Interno Bruto (PIB) e emprega 10% da população economicamente ativa do país. Mas o "pacto automotivo" chegou repleto de mensagens protecionistas, abriu uma disputa diplomática dentro da própria Europa e forçou uma convocação de emergência de uma cúpula do bloco de 27 países. A crise começou quando o presidente da França, Nicolas Sarkozy, afirmou que queria que as montadoras usassem os recursos em território francês, e não em suas fábricas no Leste Europeu. "Se damos dinheiro a um setor, não é para que construa uma nova fábrica na República Checa ou em outro lugar", afirmou Sarkozy na semana passada. "É normal que, se damos dinheiro público, haja uma contrapartida."A declaração provocou protestos na República Checa. Para Praga, que ocupa a presidência da União Europeia neste semestre, a medida de Sarkozy é ?claramente protecionista?. Ontem, o primeiro-ministro checo, Mirek Topolanek, convocou uma cúpula da UE para o fim do mês com o objetivo de permitir maior coordenação entre os governos da Europa ao lançar pacotes de ajuda. Ele alertou ainda que o comportamento de Sarkozy põe em risco a ratificação do Tratado de Lisboa. "É inacreditável. Os últimos impulsos protecionistas, como o de Sarkozy, me levaram a chamar uma reunião extraordinária", disse Topolanek.O presidente francês já tinha causado mal-estar ao também criticar a forma pela qual o Reino Unido estava lidando com a crise. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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