Europa sobe com dados positivos e possível alívio para bancos

Segundo fontes, reguladores bancários fecharam acordo para amenizar proposta de exigências mais severas

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

16 de dezembro de 2009 | 09h01

Os mercados da Europa registram ganhos nesta quarta-feira, 16, com os setores bancário, de seguros e de construção liderando o movimento que encontrou reforço também nos indicadores econômicos da região. A prévia do índice dos gerentes de compras que mede o desempenho do setor de manufatura e de serviços na zona do euro atingiu seu maior nível em 26 meses, a 54,2 em dezembro, de 53,7 em novembro. O índice PMI preliminar alemão, de atividade somente do setor de manufatura, subiu para 53,1 em dezembro, de 52,4 em novembro.

 

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Os números da economia europeia fortaleceram o euro, que recuperava-se das perdas de terça-feira contra o dólar, embora ainda permaneça na casa de US$ 1,45. Na esteira, sobem também as commodities. Londres operava em alta de 0,62% às 8h50 (de Brasília), enquanto Frankfurt (+1,19%) e Paris (+0,90%) também subiam.

 

O setor bancário também está em destaque nesta quarta. Os reguladores bancários mundiais fecharam acordo para amenizar uma proposta de exigências mais severas para o capital dos bancos, que deveria entrar em vigor no final de 2012, disse uma fonte próxima às negociações do Comitê da Basileia. A informação sugere que os bancos podem enfrentar menos pressão no curto prazo para fortalecer seus balanços patrimoniais.

 

Mesmo assim, um tom de cautela prevalecia, com o anúncio da conclusão da reunião de política monetária do Fed às 17h15 (de Brasília). Como espera-se que a taxa de juro seja mantida nos atuais níveis, os investidores vão observar a linguagem e o tom do comunicado do Fed. Antes disso, ficam de olho no CPI de novembro dos EUA para verificar se há formação de pressão de alta nos preços. Outros indicadores econômicos também previstos para às 11h30 (de Brasília) são o número de obras residenciais iniciadas em novembro e o balanço em conta corrente do terceiro trimestre.

 

A maior parte dos bancos britânicos registra desempenho acima da média do mercado, com as informações da fonte do Comitê da Basileia. O setor imobiliário britânico era outro destaque, beneficiado pela elevação na recomendação de três grandes empresas do setor pelo Citigroup. O banco observou que os preços dos imóveis, os registros de novas hipotecas, as transações com imóveis e o sentimento do consumidor melhoraram, prevendo que a indústria imobiliário poderá suportar uma modesta retração nos preços sem ter de cortar o valor de seus ativos. As empresas com a recomendação elevada foram: Barratt Developments, Taylor Wimpey e Redrow.

 

Câmbio

 

No mercado de moedas, os investidores digeriam as notícias da Austrália e da Suécia. Confirmando as especulações de terça-feira que o banco central deve manter o juro na próxima reunião de fevereiro, o PIB da Austrália cresceu 0,2% no terceiro trimestre frente o segundo trimestre, abaixo da previsão de expansão de 0,4%. Na Suécia, o banco central manteve o juro inalterado em 0,25%.

 

A libra, por sua vez, reagia positivamente à divulgação de que o mercado de trabalho melhorou em novembro. O número de pessoas que pediram auxílio-desemprego no Reino Unido caiu em novembro pela primeira vez desde fevereiro de 2008, em 6.300, o que representa uma taxa de desemprego de 5,0%. Economistas esperavam alta de 12.300 e taxa de desemprego de 5,1%.

 

Às 8h47 (de Brasília), o euro subia para US$ 1,4557 e o dólar avançava para 89,69 ienes. A libra esterlina subia para US$ 1,63285. O petróleo WTI avançava 0,95% para US$ 71,36 o barril na Nymex eletrônica; o cobre para março avançava 1,07% para US$ 3,1745 por libra peso. O ouro operava em alta de 0,85% a US$ 1.133,58 a onça-troy.

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