Europa voltará a crescer até o fim de 2009, prevê FMI

Segundo diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional, não haverá recessão 'muito, muito longa' na região

Hélio Barboza, da Agência Estado,

13 de outubro de 2008 | 09h15

O crescimento econômico da Europa deve ser retomado até o fim de 2009 e não haverá uma recessão "muito, muito longa" na região, disse o diretor-administrativo do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, numa entrevista à rádio francesa Europe 1. Veja também:Após decisão da UE, diversos países anunciam ações anticriseEuropa vai garantir dívidas bancárias por até 5 anosReino Unido vai resgatar seus 4 maiores bancos, diz jornal Como o mundo reage à crise  Confira as medidas já anunciadas pelo BC contra a criseEntenda a disparada do dólar e seus efeitosEspecialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira  Segundo Strauss-Kahn, a recessão "não deve durar". Ele observou que o FMI estima o crescimento da economia mundial em 3% no ano que vem, com uma média de 0% nos países desenvolvidos. Para a Europa, o crescimento estimado é de 0,2%, afirmou. Ele acrescentou que as perdas relativas à crise financeira ainda não foram totalmente registradas e apontou que o FMI agora prevê perdas de cerca de US$ 1,4 trilhão, contra uma estimativa de US$ 1 trilhão em abril. "O que foi feito nos últimos três dias fornece a reafirmação de elementos numa situação que é muito irracional", disse o diretor do FMI. "Os mercados não podem ser deixados sozinhos e devem ser regulados", afirmou. "A confiança deve voltar", disse Strauss-Kahn. Ele assegurou que não há razão para clientes, investidores e empresários se preocuparem depois das medidas anunciadas ao longo do fim de semana.

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