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Europeus aprovam resolução para retomada das negociações com Mercosul

O Parlamento Europeu aprova uma resolução pedindo a retomada imediata do processo para concluir um acordo de livre comércio entre a Europa e o Mercosul. O documento, porém, critica a "oscilação política" na América do Sul e indica a necessidade de ampliar o acordo com o Mercosul para que se construa uma cooperação política para garantir a democracia. Segundo a resolução, o diálogo deve ser mantido para que mudanças políticas no Mercosul não afetem os interesses das empresas européias que queiram investir na região. Pela primeira vez, os europeus terão de negociar com a presença da Venezuela do presidente Hugo Chávez no Mercosul. Segundo o deputado responsável pelo relatório sobre o Mercosul, Daniel Varela Suanzes, europeus e sul-americanos perderiam por ano 3,7 bilhões de euros sem um acordo e, portanto, o estabelecimento do novo bloco deve ser uma prioridade da política externa de Bruxelas. 489 deputados votaram à favor da resolução, contra 7 abstenções e 75 votos contrários.O documento não tem valor de lei, mas serve como uma recomendação do Parlamente ao Executivo europeus. Os dois blocos voltam a se reunir no início de novembro, no Rio de Janeiro e, da parte do Mercosul, os diplomatas estudam formas de garantir uma proposta que seja mais atraente para os europeus e que, assim, Bruxelas aceite uma abertura de seu mercado para bens agrícolas. Negociações interrompidas em 2004As negociações não avançam desde 2004 por causa das diferenças entre os blocos. Em maio deste ano, uma tentativa de retomada do processo foi feita pelo Mercosul, mas os europeus optaram por esperar para ver como seria conduzida a negociação da Organização Mundial do Comércio (OMC). Com o fracasso do processo em julho, Bruxelas voltou a olhar para o projeto com o Mercosul e incluiu o projeto entre suas prioridades para 2007.Segundo o vice-presidente do Comitê de Comércio Internacional do Parlamento, o espanhol Daniel Varela Suanzes, o acordo com o Mercosul poderia até ajudar a relançar a rodada da OMC e, principalmente, garantir a presença das empresas européias nos países latino- americanos. Uma falta de acordo, porém, teria um impacto econômico. Além dos 3,7 bilhões de euros que deixariam de ser lucrados, uma exclusão do setor de serviços do processo elevaria o valor para 5 bilhões de euros por ano.O que preocupa os europeus é que a importação na América Latina de produtos americanos é três vezes maior que de bens da UE. A exceção está no Mercosul, onde as compras são mais equilibradas e Bruxelas espera que essa tendência seja reforçada com a criação de um acordo entre o Mercosul e a UE. Para conseguir fechar o acordo, os deputados pedem "maior compromisso político" dos governos e um cronograma de trabalho para a conclusão das negociações. Em seu relatório, o acordo é qualificado como um "objetivo estratégico" para a Europa, já que criaria maior bloco de livre comércio entre duas regiões e incentivaria a competitividade nos dois lados do oceano.

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