Europeus deixam para julho 2º pacote para Grécia

Os ministros de Finanças da zona do euro afirmaram, após reunião realizada ontem, que reduziram suas divergências sobre a participação dos credores privados da Grécia no financiamento do país nos próximos anos. No entanto, os ministros não resolveram detalhes cruciais - como, por exemplo, de que forma envolver os credores sem causar um default (não pagamento) da dívida da Grécia.

DANIELLE CHAVES, Agencia Estado

20 de junho de 2011 | 09h41

Em comunicado, os ministros informaram que pretendem ter um plano final para a segunda ajuda para a Grécia "no início de julho". Os ministros também prometeram evitar qualquer forma de default, o que o Banco Central Europeu (BCE) e alguns governos temem que pode jogar o sistema financeiro da zona do euro no caos. A zona do euro é formada pelos 17 países que utilizam o euro como moeda.

Os governos concordaram em pedir aos credores que troquem seus bônus quando eles vencerem, a partir do próximo ano, por novos bônus gregos. O processo, que os ministros disseram que será "informal e voluntário", vai diminuir as necessidades de empréstimos da Grécia nos próximos anos, reduzindo o montante de dinheiro novo que os governos da zona do euro vão precisar emprestar para a Grécia no começo do próximo ano.

Uma questão crucial para os ministros é a taxa de juros dos novos bônus que os credores da Grécia precisarão comprar. Com o yield (retorno ao investidor) de dez anos da dívida grega em mais de 15% no mercado secundário, os investidores provavelmente terão que aceitar uma taxa de juros bem mais baixa sobre os novos bônus.

No entanto, as agências de classificação de risco têm sinalizado que esse cenário é, em essência, uma "problemática troca de dívida", resultando em um evento de default soberano que os governos prometeram evitar. No fim da tarde de ontem, houve uma teleconferência de ministros de Finanças do G-7 sobre a Grécia. Segundo uma fonte da zona do euro, durante a teleconferência os EUA pediram uma rápida solução para a crise grega. No comunicado da zona do euro, os ministros afirmaram que a unidade nacional na Grécia é um "pré-requisito para o sucesso" de qualquer programa. As informações são da Dow Jones.

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