Europeus desaprovam certificadoras de bovinos do País

O secretário de Defesa Agropecuária, Inácio Kroetz, afirmou hoje que a missão de técnicos europeus mostrou-se insatisfeita quanto ao trabalho desenvolvido pelas empresas que certificam a rastreabilidade do rebanho bovino brasileiro. "Os europeus disseram que as certificadoras deixaram a desejar no cumprimento de seu papel", disse, após reunião com os nove integrantes da missão. No encontro, os europeus consideraram que houve progressos na implantação do novo modelo de rastreabilidade, que prevê a certificação por propriedade e não mais por animal. "Eles avaliaram as ações como adequadas, mas disseram que ainda não houve tempo para que elas surtissem efeito", disse Kroetz. Ainda segundo o secretário, os europeus disseram ter percebido que os pecuaristas brasileiros querem manter o sistema de rastreabilidade e continuar vendendo carne para o bloco. A missão considerou que há falhas no controle da movimentação de animais. "Eles disseram que algumas propriedades não tinham documentação exigida pela Instrução Normativa número 17", contou Kroetz, explicando que a instrução prevê que todos os animais de uma propriedade sejam identificados por brincos. Não precisam cumprir esta exigência animais com até dez meses de idade, ou seja, na fase de desmama, e aqueles que foram adquiridos há menos de 30 dias. Mesmo com as deficiências, Kroetz aposta que a lista de fazendas aptas a exportar para o bloco vai crescer à medida que forem feitas auditorias nas propriedades. Nove delas foram cortadas da lista de 106 fazendas a pedido dos pecuaristas ou porque não cumpriam as regras de rastreabilidade. O secretário disse ainda que o mercado da União Européia para a carne bovina do Brasil está aberto, mas que não há logística de venda porque o número de fazendas da lista é muito pequeno. Se for preciso o governo vai descredenciar mais empresas certificadoras. "As certificadoras foram credenciadas para informar ao governo que a rastreabilidade está sendo cumprida. As auditorias mostraram que há falhas", disse. Entre 80 e 100 técnicos do serviço federal e estadual de inspeção passarão por cursos de reciclagem.

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