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Europeus estudam acordos bilaterais após fracasso na OMC

A União Européia vai ter de decidir se mantém foco nos esforços para atingir um acordo comercial global ou se vai se concentrar mais em pactos bilaterais com países, disse o principal negociador da União Européia, Pascal Lamy. De volta a Bruxelas, depois do fracasso das negociações na reunião ministerial da OMC (Organização Mundial do Comércio) em Cancún, no México, Lamy acrescentou que ainda acredita firmemente na abordagem multilateral, apesar das últimas dificuldades. Ele manifestou, no entanto, pessimismo de que possa haver progresso nas discussões no curto prazo. As discussões na OMC entraram em colapso depois que o novo bloco de grandes países em desenvolvimento (o G-21, liderado pelo Brasil) se recusou a aceitar as exigências dos países mais ricos entre os 146 membros da OMC, que precisa tomar suas decisões por consenso. O representante comercial dos EUA, Robert Zoellick, disse que Washington vai buscar negociações em vários acordos de livre comércio regionais e bilaterais, enquanto espera para ver os desdobramentos no âmbito da OMC. "Visto do ponto de vista deles (EUA) esta é uma posição provavelmente compreensível", dado o tamanho da economia norte-americana, disse Lamy. DificuldadesMas ele alertou que acordos bilaterais podem ser tão difíceis quanto os multilaterais. O negociador da União Européia ressaltou que os recentes acordos entre a União Européia e o México, o Chile, o Egito e a Nigéria levarem pelo menos cinco anos para serem negociados. "Os problemas que você encontra nas negociações multilaterais são problemas que você também encontra aqui (nas bilaterais)", disse.

Agencia Estado,

16 de setembro de 2003 | 13h12

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