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Europeus não devem aceitar proposta do Brasil para OMC

A União Européia (UE) deve considerar que é pouco a oferta do Brasil de cortar pela metade o teto de tarifas de importação autorizado pela Organização Mundial do Comércio (OMC), segundo o jornal Wall Street Journal. O jornal ressalva que as autoridades da UE ainda não receberam uma proposta oficial do Brasil, que foi explicitada ao WSJ pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim."Informados das declarações de Amorim, autoridades (da União Européia) disseram não acreditar que os cortes propostos iriam melhorar de forma significativa o acesso de empresas européias", diz o jornal.Segundo a reportagem, o Brasil deu "passos largos" para fazer com que sua economia seja mais competitiva, mas "continua como um dos mercados mais fechados do mundo". O WSJ cita um estudo da consultoria AT Kearney que atribui ao Brasil a 57º lugar em uma lista de 62 países com as economias mais abertas do mundo.Estrela Já o jornal canadense National Post diz que o Brasil e a Índia indicam que estão dispostos a "abrir seus mercados protegidos a importações de alimentos estrangeiros, dando esperança que as atuais negociações sobre comércio global não vão entrar em colapso".Em outro artigo, o Wall Street Journal diz que o ministro do Comércio da Índia, Kamal Nath, pode ser a "estrela" da reunião da OMC em Hong Kong, na semana que vem. "Países põem suas esperanças de um acordo no diplomata indiano", diz o título do artigo do WSJ. O jornal francês Le Figaro diz que a OMC é "o matagal mundial dos subsídios agrícolas". O jornal cita estudos sobre o sistema de comércio agrícola mundial e diz que a redução de tarifas agrícolas defendidas na OMC "não significa, ao contrário do discurso existente, que os países do Sul (mais pobres) serão necessariamente os ganhadores".O jornal The New York Times diz que "percepções, a política e a economia" estão empurrando as negociações da OMC na direção de que a reunião de Hong Kong pode terminar em um impasse. "Um beco sem saída de grandes contra pequenos pesa nas negociações comerciais", diz o título do artigo. O Financial Times traz um artigo sobre um estudo do Banco de Compensações Internacionais (BIS na sigla em inglês, o banco central dos bancos centrais) sobre os problemas da dominação dos sistemas bancários dos países em desenvolvimento pelos estrangeiros."Os bancos estrangeiros dominam os setores financeiros em economias emergentes a tal ponto que apresentam problemas para autoridades e ameaça potencial ao sistema financeiro doméstico", diz o BIS, segundo o jornal.

Agencia Estado,

05 de dezembro de 2005 | 10h31

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