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Europeus negam que etanol pressione preços de alimentos

Desde o 1º semestre do ano, o mercado europeu tem visto uma alta nos preços do leite, pão, carne, cereais

Jamil Chade, do Estadão,

30 de agosto de 2007 | 13h36

A Comissão Européia nega que a alta nos preços dos alimentos nos últimos meses nos países ricos esteja sendo causada pelo incremento da produção do etanol no mundo. Desde o primeiro semestre do ano, o mercado europeu tem visto uma alta nos preços do leite, pão, carne, cereais e outros alimentos.  Veja mais informações na edição desta sexta-feira no Estadão. Bruxelas, porém, pede que os consumidores europeus continuem comprando os alimentos da região, insinuando que nem sempre os produtos importados - como os do Brasil - seguem padrões de saúde animal e de meio ambiente como existem na Europa.  Empresários, organizações internacionais e várias autoridades apontaram o etanol como o responsável pela elevação dos preços nas últimas semanas. A própria Nestlé, maior fabricante de alimentos do mundo, também apontou para o combustível como sendo em parte responsável pela elevação dos preços de seus produtos. Isso porque o etanol estaria desviando terras destinadas à produção de alimentos para cultivos que acabariam nas usinas de combustível, seja no caso do milho, trigo ou cana-de-açúcar.  Mas para a comissária de Agricultura da União Européia, Mariann Fischer Boel, o motivo da alta não seria o biocombustível. "Mais significativo que isso é a queda de produção em várias partes do mundo, o clima inadequado na Europa e a maior demanda do leste da Ásia", afirmou a comissária. Segundo ela, o impacto do etanol nos preços europeus é apenas "marginal".

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