Europeus prometem ser ofensivos nas negociações agrícolas

"Estamos prontos para ser ofensivos em agricultura, mas só colocaremos muito sobre a mesa caso outros também façam o mesmo", afirmou hoje um assessor da Comissão Européia, durante uma reunião técnica sobre as posições que a União Européia (UE) está levando ao encontro ?informal" de Montreal (Canadá). A reunião, que começa na segunda-feira e terá duração de três dias, faz parte do Ciclo de Doha, no âmbito na Organização Mundial do Comércio (OMC) para tentar impulsionar as negociações multilaterais. "Ofensivo em agricultura", explica a fonte comunitária, reforçando que os jornalistas não citassem nomes, é estar disposto a fazer cortes em apoios internos e encontrar consenso para redução em outras modalidades de subsídios à exportação, item considerado "desequilibrado" desde o começo pela UE, quando o presidente do grupo negociador de agricultura, Stuart Harbinson, divulgou seu esboço de modalidades. Bruxelas quer cortes também para os créditos à exportação e ajudas alimentares por meio de pagamento direto ao produtor, "fórmulas usadas pelos Estados Unidos e que não existem na Europa, beneficiando apenas os norte-americanos e os países exportadores". Atualmente, os créditos à exportação dos Estados Unidos são geridos pelo departamento nacional de Agricultura (USDA) e recebem cerca de US$ 5,5 bilhões por ano. A Europa não tem créditos à exportação. O documento de Harbinson prevê a redução progressiva dos subsídios à exportação em até 9 anos, sendo que 50% do conjunto dos produtos devem ser eliminados ao longo de 5 anos.

Agencia Estado,

26 Julho 2003 | 09h17

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