Eva já é cultivada em São Paulo, Minas e até Bahia

Apesar da vantagem de florescer antes das variedades tradicionais, a maçã da variedade eva ainda é pouco cultivada no Brasil. De acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores de Maçãs (ABPM), com sede em Fraiburgo (SC), os pomares desse cultivar representam apenas 5% de toda cultura comercial no País.

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

26 de janeiro de 2011 | 00h00

A gala detém 55% da produção nacional e a fuji, 40%. A eva adaptou-se muito bem ao clima de São Paulo, mas é plantada também com sucesso no norte do Paraná, sul de Minas Gerais e até no interior da Bahia.

Por ser menos exigente de temperaturas baixas, é também, segundo a ABPM, a variedade que mais está se expandindo em regiões com invernos menos rigorosos.

A safra brasileira de maçãs chegou a 1,1 milhão de toneladas no ano passado. O Brasil, que no passado importava a fruta, tornou-se exportador - em 2009, mandou para o exterior cerca de 90 mil toneladas.

Em São Paulo, considerado o quinto Estado maior produtor (o primeiro Estado produtor é Santa Catarina), o foco dos produtores é o mercado interno.

Eles fazem o manejo para aproveitar ao máximo o período de entressafra, sobretudo nos meses de setembro, outubro e novembro, quando a maçã paulista está sozinha no mercado. "É importante que a fruta chegue até o consumidor madura e bem fresca. Esse é o nosso diferencial", complementa o produtor Nascimento.

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