Evans, do Fed, defende juro zero até início de 2016

A economia dos Estados Unidos está prestes a registrar crescimento maior nos próximos trimestres, mas o Federal Reserve deveria manter os juros próximos de zero até o começo de 2016, já que os números de inflação e emprego continuam distantes do nível ideal, disse neste sábado o presidente do Fed regional de Chicago, Charles Evans.

Estadão Conteúdo

11 de outubro de 2014 | 17h35

Nos próximos 18 meses, a taxa anual de crescimento deve acelerar e ficar próxima de 3%, disse Evans. Desde que o país começou a se recuperar da recessão, essa taxa vem girando em torno de 2%. Ele observou, no entanto, que o desemprego continua alto e que a inflação está bem abaixo da meta oficial de 2%.

"A economia norte-americana parece mais forte do que há um ano", disse Evans. "No entanto, a força de trabalho continua muito subutilizada. Não acho que haverá alta da inflação em breve." Para ele, a inflação deve continuar abaixo da meta até "bem depois de 2017", o que justificaria a manutenção da política monetária atual até o início de 2016. A expectativa é de que o aperto monetário nos Estados Unidos tenha início no primeiro semestre de 2015, após mais de seis anos de juro zero.

Evans, que não terá poder de voto no comitê de política monetária do Fed até 2015, é conhecido por defender uma postura agressiva da autoridade monetária para ajudar na recuperação econômica do país.

Sobre a alta do dólar, o presidente do Fed de Chicago comentou que a moeda mais forte reduz o saldo de exportações do país e, além disso, torna os produtos importados mais baratos, puxando a inflação para baixo.

Quanto aos possíveis riscos decorrentes de uma nova desaceleração econômica na Europa, Evans disse que a melhor forma de proteger o país de choques externos é garantir crescimento de forma sustentável. Segundo ele, gastos em infraestrutura poderiam contribuir para esse crescimento, tanto no mercado doméstico quanto no mundo. Fonte: Dow Jones Newswires.

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