Fabio Motta/Estadão - 21/5/2019
Fabio Motta/Estadão - 21/5/2019

Evento avalia cenários para a economia brasileira em 2021

Debate, realizado em parceria pela FGV e pelo ‘Estadão’, será realizado nesta segunda-feira,pela internet

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de dezembro de 2020 | 05h00

Apesar de a economia brasileira ter registrado um crescimento de 7,7% no terceiro trimestre, o resultado não foi suficiente para recuperar as perdas da pandemia, e o País ainda deve fechar o ano com uma queda de mais de 4% na atividade econômica. Pior que isso, o cenário para 2021 permanece completamente nebuloso. As perspectivas para o próximo ano serão debatidas por pesquisadores do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) no 4.º Seminário de Análise Conjuntural. O evento, que acontece a cada trimestre e será feito por meio da internet, é organizado em parceria com o Estadão

O evento poderá ser acompanhado nas redes sociais do Estadão - Facebook, Twitter, LinkedIn e YouTube

Em entrevista na semana passada, Silvia Matos, uma das debatedoras, alertou sobre as dificuldades de se prever o quadro econômico. “É preciso ter cuidado ao se vender expectativas, a frustração é muito ruim, ainda mais em um contexto como este, não só de incertezas domésticas, mas mundiais também”, disse. “O mercado sobe quando vem a vacina, mas tem um purgatório antes do paraíso. É preciso ter uma agenda mais clara para atravessar esse nevoeiro e os riscos hoje são mais negativos do que positivos, tem mais pressão por gastos por parte do governo, que podem ser ruins na dinâmica de inflação e juros.”

Para a economista, as incertezas sobre a vacina contra a covid-19 no Brasil podem acabar postergando a recuperação da economia. “O que resolve o problema não é a vacina, mas a vacinação. A Europa vai mostrar logo a importância do planejamento. Eles devem se recuperar rapidamente no ano que vem e isso vai mostrar que quanto mais cedo houver a vacinação, melhor”, disse. “Algumas vacinas são mais caras e difíceis de transportar do que outras, mas os governos que estão mais organizados devem conseguir fazer isso mais facilmente.

Além de Silvia Matos, participarão do debate os economistas Armando Castelar e José Júlio Senna. A moderação será de Silvia Araújo, editora executiva do Broadcast. As inscrições para o evento, que começa às 10 horas, podem ser feitas neste site

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