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Eventual novo acordo com FMI teria que ser "light", diz Palocci

Enquanto o governo não fecha questão da renovação do acordo como o Fundo Monetário Internacional (FMI), o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, insiste na tese de que, se for para continuar com o aval do FMI, que o Brasil tenha, pelo menos, direito a um acordo "mais light". No entanto, os detalhes do que seria essa versão mais flexível não estão claros. Sabe-se apenas, em linhas gerais, que o desejo do governo é de que o País possa prosseguir com suas próprias metas econômicas, mas com acesso rápido e sem burocracias a um empréstimo do Fundo no caso de o cenário externo se complicar muito. O problema é que não há nada assim tão "light" no cardápio atual do FMI como quer o ministro, e vêm daí as resistências dos técnicos da instituição. Apesar de estarem encantados com o desempenho do Brasil, eles sabem que criar um modelo exclusivo para o País pode abrir precedentes perigosos.Paralelamente, o governo está finalizando os acertos para que alguns investimentos em infra-estrutura que tenham retorno econômico para o País sejam retirados do cálculo do superávit primário. Mesmo que o Brasil opte por não renovar o acordo, é interessante para o governo que essa sistemática tenha o aval do Fundo. "Isso garantirá mais credibilidade e evitará interpretações equivocadas de gastança pública e afrouxamento fiscal", diz uma fonte da equipe econômica.

Agencia Estado,

17 de fevereiro de 2005 | 16h39

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