Aly Song/Reuters - 22/9/2021
Aly Song/Reuters - 22/9/2021

Evergrande diz ter acelerado retomada de obras

A incorporadora é a companhia mais endividada do mundo, com débitos que superaram os US$ 300 bilhões

Reuters, O Estado de S.Paulo

27 de dezembro de 2021 | 04h00

O grupo de construção chinês Evergrande informou ontem que fez progressos na retomada de obras paradas por conta da sua crise financeira. De acordo com a empresa, o plano é entregar 39 mil unidades neste mês de dezembro, o que seria um avanço frente às menos de 10 mil unidades mensais entregues nos últimos três meses.

A Evergrande é a incorporadora mais endividada do mundo, com débitos que superaram os US$ 300 bilhões. A possibilidade de que viesse a quebrar provocou turbulências em todo o mercado global, com o temor de que se transformasse em um efeito cascata na China, com mais empresas do setor quebrando e deixando de pagar os detentores de títulos, bancos, fornecedores e também deixando os compradores na mão.

A direção da Evergrande também frisou que ninguém na empresa poderia “ficar deitado”, exortando os funcionários a lutar dia e noite para que as vendas sejam retomadas e as dívidas pagas.

Regulação

A promessa foi feita um dia depois de o principal regulador imobiliário da China ter dito à Agência de Notícias oficial Xinhua que o governo encontraria uma saída para os riscos decorrentes da entrega em atraso de propriedades residenciais por algumas das principais incorporadores do país. 

Wang Menghui, chefe do Ministério da Habitação e Desenvolvimento Urbano-Rural chinês, também disse à agência que o país manterá suas políticas imobiliárias consistentes e estáveis. A China não usará o setor imobiliário como ferramenta para estimular a economia no curto prazo e continuará a reprimir o investimento especulativo, relatou a Xinhua, citando Wang.

Em vez disso, o país asiático criará um mecanismo para promover o desenvolvimento a longo prazo do setor imobiliário, mantendo estabilidade nas expectativas do mercado. Segundo Wang, os fundamentos do mercado imobiliário da China não mudaram, com a demanda de compra de casas permanecendo robusta, com um ritmo ainda acelerado de urbanização e também a necessidade de melhorar as condições de habitação impulsionada pela pandemia da covid-19.

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