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Evo admite voltar a negociar com Queiroz Galvão

Boliviano quer discutir a retomada de contrato para obras em estrada

Nicola Pamplona, O Estadao de S.Paulo

04 de outubro de 2007 | 00h00

O governo boliviano admitiu retomar as negociações com a construtora Queiroz Galvão, três semanas depois do rompimento do contrato para a execução das obras da rodovia Potosí-Tarija. Segundo a Agência Boliviana de Informações (ABI), o presidente Evo Morales se comprometeu junto ao embaixador brasileiro na Bolívia, Frederico Cezar de Araújo, a marcar um encontro com a direção da empresa para discutir o tema.Evo e Araújo se encontraram na terça-feira em La Paz. Na saída, o embaixador brasileiro disse à imprensa local que a Queiroz Galvão está disposta a negociar e, por isso, representantes da companhia irão ao país para conversar primeiro com o ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana. ''''Meu trabalho é abrir os canais (de negociação) para a empresa'''', afirmou, segundo a ABI. O passo seguinte, informou, será agendar uma reunião com o próprio Evo.O contrato entre a Queiroz Galvão e a Administradora Boliviana de Estradas (ABC, na sigla em espanhol) foi rompido no dia 13 de setembro, sob o argumento de que a empresa teria suspendido as obras, atrasando o cronograma do projeto. A ABC diz que a construtora é responsável por rachaduras abertas no pavimento de trechos já prontos da rodovia.A Queiroz Galvão, por sua vez, alega que as rachaduras são fruto de erros no projeto boliviano e que suspendeu o processo de pavimentação enquanto as partes negociavam soluções para o problema. Logo após ser notificada do cancelamento de contrato, a empresa anunciou que entraria na Justiça boliviana contra o rompimento do contrato, que tem um valor total de US$ 200 milhões.A companhia informou ontem que está aberta às negociações, mas ainda não há data para a reunião com o ministro Quintana. ''''A construtora está à disposição para buscar a melhor resolução do caso'''', afirmou, por meio da assessoria de imprensa. No início do ano, a Queiroz Galvão apresentou uma proposta à ABC que incluía a revisão do projeto de pavimentação. mas não houve acordo sobre a responsabilidade pelo conserto do trecho danificado.A obra é financiada pelo Programa de Apoio às Exportações (Proex) do Banco do Brasil. Por isso, La Paz não poderá contratar construtora de outro país para substituir a Queiroz Galvão.

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