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Evo chama Lula de "irmão mais velho"; Petrobras perderá controle de refinarias

As autoridades da Bolívia continuam emitindo sinais ambíguos sobre os planos de nacionalização do setor de petróleo e gás. De um lado, o novo ministro de Hidrocarbonetos, Carlos Villegas, confirmou nesta segunda-feira, 18, que a Petrobras vai mesmo perder o controle comercial das refinarias Gualberto Villarroel, de Cochabamba, e Guillermo Elder Bell, de Santa Cruz. De outro, o presidente Evo Morales negou que o país vai confiscar as instalações da estatal brasileira. Evo chegou a chamar Lula de "irmão mais velho", após afirmar que as negociações para a elevação do preço do gás comprado pelo Brasil "paulatinamente vão se resolvendo". O presidente boliviano disse ainda que o Brasil é um "país aliado"."A resolução promulgada por Andrés (o ex-ministro Andrés Solíz Rada) não se anulou. A decisão fundamental de toda a equipe de hidrocarbonetos foi congelar a resolução, não anulá-la. A Petrobras não dobrará a mão (do governo boliviano) porque esta resolução se aplicará", disse Villegas. A suspensão da resolução na quinta-feira foi negociada entre o assessor especial da Presidência do governo brasileiro, Marco Aurélio Garcia, e o presidente em exercício da Bolívia, Álvaro García Linera. Segundo Villegas, o congelamento da decisão, que provocou a renúncia do antecessor, foi um "parêntese" para permitir a negociação com a Petrobras. "A decisão foi fazer um parêntese, não para não aplicá-la, se não fundamentalmente para criar condições auspiciosas para a negociação com Petrobras", declarou o ministro. O presidente boliviano se encontrou com o ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter na viagem que faz pelo Estados Unidos. Carter aconselhou Evo a buscar o consenso e o acordo com a oposição. O governo Evo Morales enfrenta neste momento uma série crise política, ao não haver consenso entre oposição e situação na votação dos artigos da nova Constituição. O partido do governo exige que os artigos da nova Carta sejam aprovados com maioria simples. A oposição diz que a lei exige dois terços. O governo boliviano não tem na Assembléia Constituinte maioria absoluta.

Agencia Estado,

19 de setembro de 2006 | 00h16

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